- Um dos advogados de Daniel Vorcaro, Sérgio Leonardo, visitou o banqueiro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília neste sábado, a segunda visita em dois dias.
- Vorcaro já assinou termo de confidencialidade com a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal, o que potencialmente abre caminho para uma delação premiada.
- O banqueiro foi transferido da penitenciária federal para a sede da PF para facilitar acordos de delação; anteriormente estava em prisão de segurança máxima.
- A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu manter a prisão de Vorcaro, com ressalvas de Gilmar Mendes sobre a fundamentação para a prisão.
- O advogado que coordena a defesa trocou de responsável: de Pierpaolo Bottini para José Luís de Oliveira Lima (Juca), que já procurou a PF para tratar de eventual acordo.
Pelo segundo dia seguido, um dos advogados de Daniel Vorcaro visitou o banqueiro na Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) em Brasília, neste sábado. A movimentação ocorreu após Vorcaro já ter recebido visita de familiar na sexta-feira.
Sérgio Leonardo, que representa o dono do Banco Master, esteve na PF nesta semana, colaborando com a defesa para tratar de possíveis acordos. Vorcaro é alvo de investigações por crimes financeiros e por suposta influência sobre agentes públicos.
A defesa informou que Vorcaro já assinou um termo de confidencialidade com a PGR e a PF, o que facilitaria eventual delação premiada. As tratativas ganharam impulso após decisão da Segunda Turma do STF na sexta, que manteve a prisão.
Transferência para a PF
A prisão de Vorcaro ocorreu após ele deixar a Penitenciária Federal de Brasília e ser levado para a sede da PF, na quinta-feira. A mudança de ambiente facilita o contato com os advogados.
Na PF, o banqueiro ocupa uma cela de passagem, com cama, banheiro e grade. A segurança foi reforçada com apoio da Polícia Penal Federal, e o espaço aéreo próximo permanece restrito, com drones proibidos.
Outro marco da semana foi a troca de advogado coordenador da defesa, de Pierpaolo Bottini para José Luís de Oliveira Lima (Juca), que já conduziu acordos de delação relevantes e mantém contato com a PF.
A negociação de uma delação premiada pode contribuir com novas informações para as investigações sobre fraudes no Master. A pauta é acompanhada de perto por autoridades do caso.
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