- 49,3% defendem impeachment imediato do ministro Dias Toffoli, ligado a suspeitas no caso Master.
- 33,7% dizem que Toffoli deveria sofrer impeachment caso o envolvimento seja comprovado.
- Juntos, 83% apoiam algum tipo de punição; 12,8% são contrários.
- 80% afirmam haver excesso de sigilo no caso Master, o que prejudica a confiança na Justiça.
- Entre eleitores de Jair Bolsonaro, apoio ao impeachment chega a 86,9%, enquanto entre eleitores de Lula cai para 26,4%.
A AtlasIntel, em parceria com o Estadão, divulgou nesta sexta-feira (20) uma pesquisa sobre o ministro Dias Toffoli, do STF. Em relação ao caso Banco Master, 49,3% dos brasileiros defendem impeachment imediato. Outros 33,7% afirmam que Toffoli só deveria deixar o cargo se houver comprovação de envolvimento.
Somando os que defendem impeachment imediato ou condicionado à comprovação, o saldo chega a 83% da população, enquanto 12,8% se posicionam contra qualquer afastamento neste momento. O levantamento aponta ainda percepções sobre transparência no caso.
80% dos entrevistados entendem haver sigilo excessivo no caso Master, o que impacta a confiança na Justiça. Além disso, 51% discordam de que a análise pelo STF fortalece a democracia; 47% não creem que o desfecho aumentará a credibilidade dos ministros.
Polarização e apoio por perfil de votantes
Entre eleitores de Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno de 2022, o apoio ao impeachment imediato chega a 86,9%. Entre apoiadores de Lula (PT), o índice é de 26,4%, com 55,5% preferindo aguardar a comprovação das provas.
A desconfiança sobre Toffoli reflete-se na desaprovação geral do ministro, com 81% de avaliação negativa e 9% de avaliação positiva. O tema ocorre em cenário de queda na confiança no STF, que atingiu 60% de desconfiança e 34% de confiança, segundo a pesquisa.
Percepção de isonomia e competência
Ainda segundo o estudo, 70% dos brasileiros entendem que o STF não trata todos os investigados de forma igual, independentemente de poder econômico ou político. Além disso, 59,5% avaliam que a maioria dos ministros não demonstra competência ou imparcialidade nos julgamentos.
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