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Governo de Cláudio Castro rebate Moraes sobre imagens de operação com 121 mortes

Governo do Rio afirma ter atendido Moraes, entregando imagens originais da megaoperação com 121 mortes, com hash e mídia física à PF para perícia

Rio de Janeiro (RJ), 28/10/2025 - Durante operação policia contra o Comando Vermelho, bandidos ordenam fechamento de comércio e usam lixeiras incendiadas para bloquear a via na rua Itapiru, no Catumbi. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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  • O governo do Rio de Janeiro informou ao Supremo Tribunal Federal, nesta sexta-feira 20, ter adotado todas as medidas para envio integral das imagens originais da megaoperação de outubro de 2025, que deixou 121 mortos.
  • O ministro Alexandre de Moraes havia ordenado o envio dos arquivos em formato original, sem compressão, além de fornecimento do software de visualização e da lista de códigos hash para checagem de integridade.
  • A Secretaria de Polícia Civil afirmou que já sinalizou dificuldades técnicas e garantiu a resolução dos problemas, segundo a Procuradoria-Geral fluminense.
  • O governo afirmou ter contado com o Departamento-Geral de Tecnologia da Informação e Telecomunicações e com a empresa responsável pela gestão das câmeras para extrair os registros no formato original, gerar os hashes e gravar tudo em dispositivo físico, encaminhado à Polícia Federal.
  • Ainda segundo o governo, os laudos cadavéricos foram destinados à Polícia Federal para a perícia, e houve envio de um dispositivo com fotografias adicionais; as gravações das necropsias, conforme o governo, caberam ao Ministério Público e o Departamento-Geral de Polícia Técnico-Científica não tem acesso às imagens.

O governo do Rio de Janeiro informou ao Supremo Tribunal Federal que adotou todas as medidas determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes para o envio integral das imagens originais da megaoperação policial de outubro de 2025, que resultou em 121 mortes. A comunicação ocorreu nesta sexta-feira, 20, em Brasília.

Moraes havia mandado o envio dos arquivos em formato original, sem conversão ou compressão que pudesse comprometer a qualidade. O ministro também exigiu que o estado fornecesse o software para visualização das imagens e a lista de códigos hash de cada arquivo, para assegurar a integridade dos materiais.

A Procuradoria-Geral do Estado informou ao STF as dificuldades técnicas enfrentadas e assegurou a resolução dos problemas. A Secretaria de Polícia Civil afirmou ter acionado o Departamento-Geral de Tecnologia da Informação e Telecomunicações e a empresa responsável pela gestão da plataforma de câmeras corporais, para extrair os registros nos formatos originais e gerar os hashes.

Segundo a pasta, os arquivos foram gravados em dispositivo físico e encaminhados à Polícia Federal, com a observação de que os registros estavam disponíveis para a perícia. A Secretaria argumenta ter atuado antes da ordem de Moraes e afirmou que as informações de laudos cadavéricos foram destinadas à PF para a perícia correspondente.

A Secretaria também disse ter enviado à PF um dispositivo com fotografias adicionais das necropsias, com o objetivo de subsidiar as instruções técnicas dos trabalhos periciais. Conforme o governo, as gravações das necropsias cabem ao Ministério Público, e o Departamento-Geral de Polícia Técnico-Científica não tem acesso direto às imagens.

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