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A diferença entre lembrar e julgar

Argentina julga as juntas militares de 1985, estabelecendo marco de verdade judicial e fortalecendo memória, verdade e justiça

Eva Vázquez
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  • Campesino Juan José Solanille testemunhou no julgamento das juntas militares de 1985, descrevendo movimentações, túmulos e restos no centro clandestino La Perla, em Córdoba.
  • O defensor de Roberto Viola pediu perícia para avaliar saúde mental ou alcoolismo, mas os juízes não aceitaram; os crimes foram comprovados com base em centenas de testemunhos.
  • Levou quarenta e um anos para confirmar que o testemunho de Solanille era verdadeiro.
  • Argentina opta por recordar e julgar, estabelecendo um marco de verdade judicial que orienta o debate sobre o passado.
  • Recentemente, o Equipo Argentino de Antropología Forense localizou partes de ossos de desaparecidos em Loma del Torito, conectando com o testemunho do camponês.

Un camponês argentino, Juan José Solanille, descreveu diante de um tribunal cenas de terra remendada e túmulos no terreno de La Perla, em Córdoba, na Argentina. O relato ocorreu durante o julgamento das juntas militares de 1985, marco da transição democrática.

Solanille apontou caminhões militares que circulavam na região de Loma del Torito, dentro do antigo centro clandestino de detenção. Segundo ele, havia movimentos noturnos, terra revolvida e restos humanos trazidos por cães. O testemunho foi decisivo para as investigações.

O processo envolveu comandantes das juntas, entre eles Roberto Eduardo Viola. Ao final da declaração, o defensor de Viola solicitou perícias para avaliar o estado mental do testemunho, mas os juízes optaram por não realizá-las. A soma de depoimentos sustentou as condenações.

Contexto histórico

A decisão de levar à justiça os responsáveis pela repressão marcou o início de um padrão internacional. O julgamento de 1985 foi pioneiro ao ocorrer em tribunais civis, consolidando um piso de verdade baseado na prova judicial. A sentença condenou outros membros das juntas.

Contribuição da memória e do direito

Pesquisas, testemunhos e julgamentos subsequentes reforçaram o entendimento de que houve um sistema oficial de desaparecimentos, torturas e assassinatos. O veredito de 1985 tornou-se referência para disputas sobre memória, verdade e justiça no país.

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