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Moraes solicita à PGR análise de material sobre Wassef antes de arquivar

Moraes exige que PGR analise material da PF sobre Wassef antes de avaliar arquivamento da investigação das joias sauditas

Frederick Wassef, advogado de Bolsonaro, teve celulares apreendidos em investigação sobre venda de joias — Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
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  • Moraes determinou que a Procuradoria-Geral da República analise, antes de qualquer avaliação de arquivamento, o material reunido pela Polícia Federal sobre o caso das joias.
  • A PGR havia pedido o encerramento do inquérito, que apura peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
  • A PF indiciou Jair Bolsonaro e mais onze investigados, entre eles Frederick Wassef, Mauro Cid, Mauro Cid pai e Fabio Wajngarten, pela venda e desvio de joias recebidas pelo governo.
  • O material da PF veio de quebras de celulares apreendidos de Wassef, advogado da família Bolsonaro, que participou da “operação de resgate” de kits de joias.
  • A PF sustenta que houve desvio de presentes de alto valor dados pela Arábia Saudita e pelo Bahrein ao governo durante a presidência de Bolsonaro, incluindo a recompra de um Rolex nos Estados Unidos.

O caso das joias segue em aberto, com o STF pedindo cautela. Moraes determinou que a PGR analise os elementos reunidos pela Polícia Federal antes de decidir sobre o arquivamento da investigação que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados. A PF aponta desvios na operação de joias recebidas pelo governo.

A Procuradoria-Geral da República havia pedido o encerramento do caso ao considerar a legislação vaga sobre a propriedade de presentes recebidos no exercício do cargo. O documento cita controvérsias jurídicas sobre se tais itens pertencem ao presidente ou à União.

A PF indicou participação de Bolsonaro e de mais 11 investigados no suposto desvio e venda de joias. Entre os indiciados estão Bento Albuquerque, Mauro Cid, Mauro Cid pai, Frederick Wassef e Fabio Wajngarten. A investigação envolve presentes de Arábia Saudita e Bahrein.

Envolvidos e desdobramentos

Segundo a PF, Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro, participou da recuperação de joias negociadas no exterior. Ele estaria ligado à “operação de resgate” de kits de joias apreendidos em celulares apreendidos.

A PF aponta que um relógio Rolex, adquirido nos Estados Unidos por Wassef, foi vendido pelo tenente-coronel Mauro Cid e recomprado pelo próprio Wassef. A peça era um dos itens presentes ao governo brasileiro pelo governo da Arábia Saudita.

A linha investigativa também envolve outros familiares e assessores próximos a Bolsonaro, ressaltando a complexidade do caso. As próximas etapas dependem da análise da PGR sobre o material da PF antes de qualquer decisão sobre arquivamento.

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