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Defesa de empresária próxima a Lula contesta relatório da PF sobre propina

Defesa de Roberta Luchsinger sustenta que relatório da PF contém erro, ao comparar períodos diferentes e partir de premissa falsa

Roberta Luchsinger — Foto: Reprodução
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  • Defesa de Roberta Luchsinger diz ao STF que relatório da Polícia Federal com acusações contra ela e Lulinha parte de premissa falsa por comparar períodos diferentes.
  • O relatório aponta suspeita de que parte do dinheiro pago pela Careca do INSS a Roberta teria ido a Lulinha por meio do pagamento de viagens.
  • A defesa afirma que Roberta pagou 641 mil à agência de viagens entre dezembro de 2023 e junho de 2024, e que o primeiro pagamento de 300 mil ocorreu apenas em novembro de 2024, não coincidindo com os períodos.
  • Os advogados sustentam que houve tentativa enviesada de incriminar alguém inocente, com base em documentos da investigação, como o Relatório de Inteligência Financeira do Coaf.
  • A Polícia Federal informou não comentar investigações em andamento e afirmou que os trabalhos seguem com rigor técnico, devendo concluir após a análise de todas as provas; foram constatados cinco pagamentos de 300 mil totalizando 1,5 milhão.

A defesa da empresária Roberta Luchsinger, investigada em um inquérito sobre desvios no INSS, informou ao STF que um relatório da PF com indícios sobre ela e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, apresenta erro. Segundo a defesa, o documento parte de premissas falsas.

Os advogados sustentam que Roberta pagou 641 mil reais à agência de viagens entre dezembro de 2023 e junho de 2024 e só recebeu 300 mil do Careca do INSS em novembro de 2024. Assim, os períodos não coincidem e o relatório seria enviesado.

A PF não comentou investigações em andamento, afirmando que os trabalhos seguem com rigor técnico e observância ao devido processo legal, e serão concluídos após a análise integral das provas.

Pagamentos

Roberta foi alvo de busca e apreensão em dezembro de 2025, quando a PF flagrou cinco pagamentos de 300 mil reais, totalizando 1,5 milhão, entre uma empresa do Careca e a empresa dela. A defesa afirma que os valores correspondem a serviços próprios na área de cannabis medicinal, sem repasse a Lulinha.

A acusação inicial envolvia uma suposta mesada de 300 mil reais para o filho do presidente, para favorecer a venda de medicamentos de canabidiol ao Ministério da Saúde. Não houve assinatura de contratos com o ministério para esses produtos.

O advogado Bruno Salles, da defesa, sustenta que os pagamentos referiram-se a serviços legais prestados e que Roberta não repassou dinheiro a Lulinha. O relatório da PF foi apresentado ao ministro relator do caso no STF, André Mendonça.

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