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Polícia indicia professor por injúria racial após comparar aluno a chimpanzé

Professor de matemática é indiciado por injúria racial após ter comparado aluno de 13 anos a chimpanzé em sala de aula, em Maceió; MP decidirá denúncia ou arquivamento

Ascom/PC-AL
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  • A Polícia Civil de Alagoas indiciou, nesta quarta-feira, 18, um professor de matemática por injúria racial envolvendo um aluno de 13 anos em uma escola particular de Maceió; o Ministério Público estadual decidirá se denuncia ou arquiva o caso.
  • O inquérito foi aberto na Delegacia Especial dos Crimes contra Vulneráveis e ganhou repercussão apenas com a coleta de depoimentos e imagens registradas na escola.
  • Segundo a acusação, o professor comparou o aluno negro a um chimpanzé durante a aula; a injúria racial pode levar a pena de dois a cinco anos, com agravante em ambiente escolar.
  • A defesa do aluno afirma que o episódio começou após outro estudante apresentar uma foto de animal na sala, levando a um momento de bullying; o estudante ficou calado ao retornar para casa, após o professor ter sido demitido.
  • O Colégio Fantástico afirmou repudiar o racismo, informou ter encaminhado a situação ao Conselho Tutelar e colaborará com as investigações; a delegada Rebecca Cordeiro destacou o compromisso da polícia no combate ao racismo.

O caso ocorreu em fevereiro, em um colégio particular de Maceió, em Alagoas. Um professor de matemática foi indiciado por injúria racial, após supostamente comparar um aluno de 13 anos a um chimpanzé durante uma aula. A Polícia Civil informou o indiciamento nesta quarta-feira, 18, e agora o Ministério Público estadual decidirá se denuncia o professor ou arquiva o caso.

Segundo a investigação da Delegacia Especial dos Crimes contra Vulneráveis, o episódio teve início quando outro aluno mostrou à turma a foto de um animal, questionando com quem a imagem se assemelhava. A defesa da vítima afirma que o professor apontou para a criança negra, gerando bullying entre os colegas e abalo emocional ao aluno, que teria ficado dois dias sem ir à escola.

O Colégio Fantástico afirmou repudiar qualquer ato de racismo, discriminação ou preconceito. A instituição informou ter encaminhado o caso ao Conselho Tutelar de Maceió e afirmou estar à disposição para colaborar com as investigações. A Polícia Civil realizou depoimentos de testemunhas, checagem de registros audiovisuais do ambiente escolar e entrevistas com a coordenação pedagógica, mantendo o compromisso de coibir o racismo no ambiente educacional.

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