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PF: CPMI do INSS reintroduziu dados sigilosos após proibição de Mendonça

PF afirma reintrodução de dados sigilosos no Senado, contrariando proibição de Mendonça; STF investiga violação da cadeia de custódia e vazamento de informações

O voto do ministro André Mendonça trouxe novos elementos ao caso envolvendo Daniel Vorcaro. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)
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  • A Polícia Federal constatou a reintrodução de dados sigilosos no ambiente do Senado durante perícia da CPMI do INSS, contrariando decisão do ministro André Mendonça.
  • Mendonça havia proibido a CPMI de acessar dados do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, guardados na sala-cofre; a PF retirou conteúdos sensíveis do local.
  • A perícia, iniciada em 17 de março, apontou que arquivos com fotos e vídeos pessoais de Vorcaro reapareceram no Senado.
  • A PF informou Mendonça sobre o ocorrido; o CPMI ainda não se manifestou publicamente e o STF investiga o vazamento de informações pessoais.
  • A nota da PF afirma que a reintrodução ocorreu por solicitação da Presidência da CPMI à empresa Apple, gerando novo fluxo de download fora da cadeia de custódia.

A Polícia Federal (PF) afirmou ter constatado a “reintrodução” de dados sigilosos no ambiente do Senado Federal, contrariando decisão do ministro André Mendonça, do STF. A PF afirma que, durante a perícia feita na CPMI do INSS, parlamentares teriam acessado novamente arquivos confidenciais diretamente da nuvem.

Segundo a PF, a perícia iniciou na terça-feira (17) com retirada, extração e formatação dos equipamentos da sala-cofre. Durante o processo, foram localizados arquivos com fotos e vídeos pessoais do investigado reaparecendo no ambiente do Senado. A nota da PF detalha que as medidas seguiram os protocolos de cadeia de custódia e integridade probatória.

A decisão de Mendonça, proferida na semana passada, proibiu a CPMI de acessar dados e objetos do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, armazenados na sala-cofre. O ministro também determinou a retirada de conteúdo ligado à vida privada do investigado. O STF investiga responsáveis pelo vazamento de informações pessoais de Vorcaro.

Vorcaro é acusado de emitir títulos de crédito fraudulentos em um esquema avaliado entre R$ 12 bilhões e R$ 50 bilhões. Investigações apontam indícios de uma milícia privada destinada a monitorar e silenciar opositores. Após as revelações, o ajudante de Vorcaro, Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, tirou a própria vida na prisão.

A PF informou ter comunicado Mendonça sobre o ocorrido. Até o momento, representantes da CPMI do INSS não se pronunciaram publicamente sobre as acusações da PF. A reportagem busca contato com o presidente da CPMI, senador Carlos Viana, para esclarecer a posição da comissão.

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