- Sara Brannon acionou a arquidiocese de Nova Orleans, buscando indenização por morte injusta após o filho, Devon Shelton, 17 anos, ser expulso da escola católica Rummel, em Metairie.
- Shelton cometeu suicídio horas após a expulsão, após alegado empurrão com um colega que o intimidava, segundo a ação.
- A denúncia afirma que a escola negligenciou o tratamento adequado do aluno, violando o manual de estudantes e não ofereceu assistência após a expulsão.
- A arquidiocese, que supervisiona Rummel, não comentou o processo, limitando-se a dizer que a família e amigos estão em oração devido à litigância.
- O texto menciona histórico de ideação suicida de Shelton e que ele já havia recebido acompanhamento externo; a ação busca danos, incluindo angústia emocional e sofrimento físico.
Sara Brannon ajuíza ação contra a arquidiocese de Nova Orleans após a morte do filho
Uma mulher da região metropolitana de New Orleans moveu uma ação de morte injusta contra a arquidiocese local, após o filho, Devon Shelton, de 17 anos, ter morrido por suicídio poucas horas depois de ser expulso da escola católica que frequentava. O caso tramita na Justiça estadual desde terça-feira.
A ação sustenta que a Rummel High School, em Metairie, seria negligente no tratamento do aluno, o que teria contribuído para o desfecho trágico. A arquidiocese não comentou o processo, citando política de não comentar litígios pendentes.
Detalhes da denúncia e contexto
Segundo o contrato apresentado pela mãe, Shelton participou de uma parada de Carnaval com a banda da escola e relatou ter sido envolvido em uma discussão com um colega que o teria assediado. A escola expulsou o estudante, alegando que ele havia empurrado o outro aluno contra um armário, além de mencionar odor de álcool no hálito de Shelton.
O documento aponta que a instituição já conhecia sinais de ideação suicida do jovem, o que levou a um acompanhamento externo durante o ano de 2023. A família afirma que houve falha em oferecer apoio ou alternativas, como a possibilidade de concluir o ano letivo de maneira virtual.
A reportagem indica que o episódio levou a reunião entre Shelton, a mãe e o padrasto, com a expulsão ocorrendo no dia 17 de março de 2025. A denúncia sustenta ainda que o protocolo escolar, incluindo o manual do estudante, não foi seguido de forma adequada.
Contexto institucional e próximos passos
Advogados de Brannon afirmam que a escola não agiu com a devida diligência após a expulsão, o que, segundo a família, contribuiu para o desfecho fatal. Um dos representantes legais, com atuação em casos envolvendo a arquidiocese, participa da acusação.
A arquidiocese de Nova Orleans já enfrentou acordos de indenização no passado relacionados a casos de abuso sexual, incluindo um acordo de cerca de 305 milhões de dólares firmados com centenas de sobreviventes. A reportagem oferece informações adicionais sobre o histórico institucional, sem, no entanto, apresentar julgamentos sobre o mérito do processo atual.
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