- O ministro André Mendonça aceitou pedido da Polícia Federal e prorroga por mais 60 dias as investigações sobre o caso Banco Master.
- A PF apreendeu oito celulares de Daniel Vorcaro, ex-CEO do Master; até agora, apenas um foi periciado.
- O despacho, publicado nesta quarta-feira (18), solicita manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre a decisão.
- O processo chegou ao STF em novembro do ano passado; inicialmente foi distribuído a Dias Toffoli, que se retirou do caso por pressão dos colegas.
- Há menções a denúncias envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e a divulgação de conversas entre Vorcaro e sua ex-namorada sobre encontros com a autoridade.
O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça prorrogou por 60 dias as investigações sobre o caso Banco Master. A decisão foi tomada a pedido da Polícia Federal (PF). O objetivo é permitir a continuidade da análise pericial, com o volume de informações ainda pendentes.
A PF informou que foram apreendidos oito celulares de Daniel Vorcaro, ex-CEO do Master, e que apenas um deles tinha sido periciado até o momento. O novo prazo busca possibilitar a conclusão dessas perícias e a assimilação de informações relevantes.
O despacho, publicado nesta quarta-feira 18, também solicitou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre a decisão. O inquérito tramitava originalmente na Justiça Federal de São Paulo e chegou ao STF em novembro do ano passado.
Relatoria no STF e desdobramentos
No STF, o caso chegou ao então ministro Dias Toffoli, que se afastou da relatoria alguns meses depois por pressão de colegas. Toffoli esteve no centro de polêmicas envolvendo a relação entre a empresa da família dele, Maridt, e o fundo Arleen, ligado ao Master.
Além de Toffoli, Alexandre de Moraes também é alvo de denúncias associadas ao caso, com mensagens vazadas envolvendo Vorcaro. Ainda não há confirmação de novas linhas de investigação ou de eventual substituição na condução do inquérito.
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