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Canadense que desobedeceu proibição de caminhar na floresta tem caso ouvido

Caso na Suprema Corte da Nova Escócia avalia validade da proibição de entrar em florestas para evitar incêndios, com defesa de ação rápida pelo governo

A road through autumnal woods in Cape Breton, Nova Scotia
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  • Jeffrey Evely, veterano do Exército canadense de Sydney, Nova Scotia, desrespeitou proibição de entrar na mata para contestar a regra na Suprema Corte da província.
  • A proibição, entre início de agosto e meados de setembro, visava prevenir grandes incêndios florestais na região, incluindo atividades como trilhas, acampamento e pesca.
  • Evely recebeu multa de C$ 28.872,50, após registrar o episódio em um vídeo no YouTube e indicar que entraria na mata para levar o caso à Justiça.
  • A A Justiça Centre for Constitutional Freedoms representa Evely; o grupo argumenta que a proibição viola o direito à vida, à liberdade e à segurança (cláusula da Carta) por ser vaga e excessiva.
  • O governo de Nova Escócia sustenta que a medida era necessária e razoável para enfrentar o risco de incêndios, sob a Cláusula 1 da Carta, com o processo em andamento na Corte Suprema em Halifax.

Jeffrey Evely, veterano do Exército canadense, teve seu caso iniciado no Superior Court da Nova Escócia nesta semana. Ele desrespeitou intencionalmente a proibição de ingresso em áreas de mata para contestar a norma, que vigorou entre agosto e setembro do ano passado para evitar incêndios. O julgamento acontece em Halifax, sob o modelo de ação constitucional.

Evely vive em Sydney, Nova Scotia, e afirmou que fazia caminhadas diárias na mata para gerenciar sintomas de transtorno de estresse pós-traumático. A proibição, anunciada pelo governo provincial, cobriu atividades como caminhada, acampamento, pesca e uso de trilhas. O objetivo era reduzir o risco de incêndios durante o período seco.

O caso ganhou apoio da Justiça Center for Constitutional Freedoms, que atua como representante do requerente. Evely registrou a ingresso ilegal nas florestas em um vídeo no YouTube, no qual mostra a multa que recebeu: C$ 28.872,50, incluindo impostos e taxas adicionais. O vídeo também indica a intenção de contestar a norma.

Posições das partes e base legal

O Ministério Público sustenta que a proibição foi necessária e razoável diante do aumento do risco de incêndios e da ausência de chuva. A defesa afirma que a norma violaria a Seção 7 da Carta Canadense, ao restringir liberdades de vida, liberdade e segurança, sendo excessiva e ambígua em relação aos seus objetivos.

A defesa argumenta que a medida pode ter extrapolado poderes do governo, enquanto a acusação afirma que a restrição encontra amparo na Seção 1 da Carta, permitida quando necessária para o bem coletivo. A avaliação deve considerar o equilíbrio entre proteção pública e impacto individual.

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