- O perito Eduardo Tagliaferro foi representado, em audiência no STF, por Claudionor Barros Leitão, defensor público, que se recusou a fazer perguntas alegando ter sido chamado de última hora para analisar os autos.
- O advogado de Tagliaferro, Paulo Faria, informou que não iria comparecer, contestando a intimação por edital e pedindo que Tagliaferro seja intimado para constituir novo advogado; a Defensoria só atuaria em caso de descumprimento.
- Claudionor pediu para ser considerado o advogado de Tagliaferro para toda a causa; a juíza Flávia Martins de Carvalho registrou o pedido e prometeu encaminhar à ministra Moraes.
- A apreensão do celular do perito gerou acusações de violação de sigilo funcional, somadas a coação no curso do processo e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; cinco testemunhas foram ouvidas pela procuradoria.
- As testemunhas disseram que a imprensa chegou à delegacia antes de Tagliaferro, em meio a suspeitas de envolvimento de escrivão e de que houve prisão em flagrante por ameaça com arma contra a esposa do perito.
O perito Eduardo Tagliaferro foi representado em audiência no STF por um defensor público que se recusou a fazer perguntas. Claudionor Barros Leitão alegou que foi chamado de última hora e não teve tempo de analisar os autos. A audiência aconteceu nesta terça-feira, 17, sob condução da juíza auxiliar Flávia Martins de Carvalho, no gabinete do ministro Alexandre de Moraes.
O advogado de Tagliaferro, Paulo Faria, comunicou que não iria comparecer. Faria criticou a decisão de intimar o perito por edital, mesmo com o réu na Itália, apontando tentativa de evitar carta rogatória. A defesa vê a medida como forma de driblar o trâmite processual.
Claudionor pediu, ao final, para atuar como advogado de Tagliaferro em toda a causa. A juíza registrou o pedido e afirmou que encaminharia a solicitação a Moraes. A Defensoria Pública disse que entrará no caso apenas em caso de descumprimento.
Apreensão de celular e acusações
Da acusação, o procurador Leandro Musa de Almeida questionou cinco testemunhas: delegados Aldo Galiano Júnior, José Luiz Antunes e Luciana Raffaelli Santini; o escrivão Silvio José da Silva Júnior; e o agente Vander Luciano de Almeida. Eles atuaram na prisão de Tagliaferro em Caieiras (SP), por suspeita de ameaçar a esposa.
A apreensão do celular do perito gerou acusações de violação de sigilo funcional, que evoluíram para coação no curso do processo e possível ameaça ao Estado Democrático de Direito. O delegado explicou que a medida visou esclarecer dúvidas sobre uso de telefone institucional.
Depoimentos e contexto
Santini destacou a rápida chegada da imprensa ao local, antes de Tagliaferro, por suposto envolvimento de um escrivão. A narrativa da testemunha aponta para a prisão em flagrante, relacionada à suposta dinâmica de ameaças. O escrivão Silvio Jr. descreveu o episódio como atípico pela presença de repórteres.
Vander afirmou conhecer Tagliaferro por visitas do perito à delegacia. Segundo ele, a imprensa questionou se o investigado já estaria no local, chegando a classificá-lo como figura de destaque na capital. O depoimento reforça o interesse midiático no caso.
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