- A MI5 pediu desculpas e pagou indenização a Beth, mulher que alegou ter sido agredida com faca e abusada por um agente da agência.
- Beth afirma que o agente usava seu status para intimidá-la e manter o abuso em silêncio; o agente teria sido usado para infiltrar grupos de direita radical.
- A investigação aponta que o passado de violência do agente contra mulheres já teria sido relatado a uma força policial no exterior.
- A MI5 admite falhas na condução do caso, incluindo conduta enganosa em audiências judiciais sobre o agente, e segue negando responsabilidade legal.
- O caso continua sob avaliação, com possível ação por desacato à corte e apuração do Conselho de Poderes de Investigação sobre a forma como a MI5 lidou com as informações, além de prometer melhorias em registros e gestão de informações.
MI5 pediu desculpas e pagou indenização a uma mulher que alegou abuso por parte de um agente da agência. A vítima, identificada apenas como Beth, afirmou que o abusador usava o status de agente para intimidá-la e silenciá-la. O caso envolve violência com faca e abuso continuado.
Beth relatou que o agente era utilizado para infiltrar grupos de extrema-direita. Segundo ela, houve histórico de violência contra mulheres que, segundo informações, já havia sido registrado em uma força policial estrangeira. O episódio levou Beth a buscar reparação no Tribunal de Poderes Investigatórios (IPT).
Em 2020, MI5 violou suas próprias regras ao tentar, de forma confidencial, dissuadir uma jornalista da BBC de divulgar as acusações de Beth. Mesmo assim, o serviço apresentou evidências por escrito em três audiências afirmando que a política NCND nunca seria quebrada. O IPT investiga se houve erro ou mentira no testemunho.
Aeronoticia indica que ações judiciais por desacato ao tribunal ainda são possíveis, e o conteúdo das informações permanece sob apuração. A Investigatory Powers Commissioner’s Office deverá divulgar um relatório sobre o assunto em breve, segundo fontes oficiais.
Sir Ken McCallum, diretor-geral do MI5, afirmou que o serviço se desculpa pela angústia causada por falhas processuais. O MI5 reconheceu que houve manutenção inadequada de registros e afirmou que iniciou um programa para elevar padrões de arquivamento e gestão de informações. Beth recebeu uma compensação e uma desculpa direta.
A defesa de Beth, representada pela Center for Women’s Justice, destacou que uma audiência completa sobre as acusações poderia ter exposto falhas graves do MI5. A organização ressaltou que atribuir status a um agente envolve riscos, especialmente diante de histórico de atitudes misóginas.
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