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Associação ligada à deputada é processada após idosa vir presidente sem saber

PF investiga associação por descontos ilegais no INSS; deputada Gorete Pereira fica com tornozeleira eletrônica e idosa é apontada como laranja no esquema

Deputada Maria Gorete, do MDB Ceará, é alvo de operação da PF
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  • A Polícia Federal deflagrou uma operação que mira a deputada federal Maria Gorete Pereira (MDB-CE) e instalou tornozeleira eletrônica nela, na terça-feira, 17 de março.
  • A ação envolve fraudes no INSS praticadas pela Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional (Aapen), sediada em Fortaleza (CE).
  • A senhora Francisca da Silva de Souza, de 72 anos, era identificada como presidente da Aapen sem saber, sendo alvo de ação na Justiça que aponta que foi enganada por terceiros.
  • Segundo a Defensoria Pública do Ceará, Francisca foi inserida no cargo de presidenta por uma pessoa chamada Liduína, que prometeu um empréstimo, com mensagens e áudios anexados aos autos para comprovar o golpe.
  • Além de Gorete Pereira, a PF prendeu preventivamente a advogada Cecília Rodrigues da Mota, ex-presidente da Aapen, e o empresário Natjo de Lima Pinheiro, sob o argumento de controle de diversas entidades usadas como “laranjas” para crimes ligados a descontos irregulares de aposentadorias.

Maria Gorete Pereira (MDB-CE) foi alvo de uma operação da Polícia Federal nesta terça-feira, 17, e passou a usar tornozeleira eletrônica. A deputada afirma não ter praticado atos ilícitos, em nota divulgada pela defesa.

AAPEN, associação sediada em Fortaleza, envolve denúncias de descontos ilegais em aposentadorias. A entidade também está sob apuração por ter tido Francisca da Silva de Souza como presidente, apesar de alegar ter sido enganada.

Francisca, 72 anos, é viúva, analfabeta e pensionista do INSS. Ela afirma ter sido colocada no cargo sem participação ativa na gestão, após ser abordada por terceiros que ofereceram um suposto empréstimo. A Defensoria aponta fraude dentro da própria fraude.

Envolvidos e desdobramentos

Cecília Rodrigues da Mota, que já presidiu a Aapen, foi presa preventivamente na operação conduzida pela PF. Natjo de Lima Pinheiro também aparece como alvo, segundo a autoridade policial, que descreveu uso de “laranjas” para controlar as entidades.

A investigação aponta que associações como Aapen, AAPB, CAAP e PROBASP funcionavam como instrumentos para crimes ligados a descontos de aposentados. A PF afirma ter detectado controle real por meio de procurações e uso de recursos financeiros.

A sede da Aapen, antes no bairro Aldeota, em Fortaleza, foi fechada em abril de 2025, após a deflagração da operação. O fechamento dificultou ações judiciais para ressarcimento de aposentados lesados.

O governo federal criou, no ano passado, um plano nacional de ressarcimento a aposentados. Advogados criticam o plano por não garantir pagamentos imediatos, reforçando a necessidade de medidas judiciais para ADNs.

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