- Carie Hallford, de 48 anos, foi condenada a 18 anos de prisão em crime federal de fraude por ajudar o ex-marido a esconder quase 200 corpos em decomposição em um prédio, na região da Colorado Springs.
- Hallford também admitiu conspiração para cometer fraude eletrônica, confessando que: cobrava mais de 130 mil dólares de famílias por serviços funerários e, em alguns casos, entregava urnas com mistura de concreto.
- Em duas ocasiões, investigadores encontraram o corpo errado sendo enterrado; a família também foi lesada por auxílio emergencial de pandemia, somando quase 900 mil dólares recebidos indevidamente.
- O juiz recebeu pedidos de pena mais longa, em parte por explorar pessoas enlutadas após uma das maiores descobertas de corpos em decomposição em uma casa funerária nos EUA.
- Vítimas relataram traumas contínuos e culpa, com alguns parentes afirmando que Hallford agiu para benefício próprio, apesar de alegações da defesa de manipulação pelo abuso doméstico.
Carie Hallford, ex-dona de uma casa funerária no Colorado, foi condenada a 18 anos de prisão federal por fraude relacionada a serviços funerários. A decisão ocorreu nesta segunda-feira, em Colorado Springs, após ela admitir participação em conspiração para cometer fraude eletrônica e auxiliou o ex-marido a ocultar quase 200 corpos decompostos em um prédio. O caso também envolve desvio de quase US$ 900 mil em auxílio federal durante a pandemia.
Hallford, de 48 anos, chegou a responder a 20 anos pela acusação. Ela confessou ter recebido mais de US$ 130 mil de famílias por serviços funerários, incluindo crematório, e entregava urnas com mistura de concreto em alguns casos. Em duas situações, investigadores apontaram o sepultamento do corpo errado. A defesa pediu clemência, alegando manipulação e medo.
A promotoria pediu pena mais alta, citando a exploração do luto alheio e um dos maiores recolhimentos de corpos não cremados em funerária dos EUA. Em 2023, as famílias disseram sentir culpa, angústia e ataques de pânico ao tomarem conhecimento do esconderijo dos corpos.
Contexto do caso
Durante a audiência, Hallford permaneceu impassível diante de familiares das vítimas, que pediram a imposição da pena máxima. A defesa argumentou que a prisão seria punição desproporcional dada as circunstâncias familiares e o histórico de abusos relatados.
Jon Hallford, ex-marido de Carie, já havia sido condenado no mesmo caso. Ele recebeu 20 anos em regime federal e 40 anos em processo estadual. Em depoimentos, ele reconheceu ter contribuído para os crimes e pediu desculpas pela sua responsabilidade. Os tribunais determinaram que as penas federais e estaduais devem ocorrer de forma conjunta.
As investigações apontaram que o casal operava a casa funerária Return to Nature, em Colorado Springs, com práticas questionáveis, incluindo enterros sem embalsamamento e uso de bens adquiridos com recursos de empréstimos para negócios na pandemia. A sentença de Carie Hallford mantém o foco em responsabilização por fraude e má conduta com o tratamento de corpos.
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