- O debate antitruste da Live Nation continua com um consórcio de estados assumindo o andamento do caso; o governo federal já havia fechado acordo com a empresa.
- Na sexta-feira, mais de vinte estados mais Washington, D.C. retiraram uma moção de mistrial; o juiz determinou que o julgamento retome na segunda-feira, dezesseis de março.
- O grupo de estados que não assinou o acordo com o Departamento de Justiça (DOJ) não conseguiu chegar a um acordo com a Live Nation e pretende assumir o caso.
- Ao todo, quase quarenta estados mais Washington, D.C. entraram como coautores da ação quando Live Nation e Ticketmaster foram acusados de operar um monopólio.
- O acordo com o DOJ impõe mudanças no modelo de negócios, incluindo listagem de bilhetes por rivais, teto de contratos de exclusividade com casas de shows em quatro anos, possibilidade de contratos não exclusivos e teto de quinze por cento em taxas de serviço.
O julgamento antitruste envolvendo a Live Nation e a Ticketmaster segue em aberto, com um grupo de estados assumindo a ação após a sulgação do governo federal. A ação, inicialmente movida por mais de 40 estados e Washington, D.C., acusa a duo de operar um monopólio ilegal no setor de entretenimento ao vivo. A audiência anterior abriu a possibilidade de acordo, mas as negociações entre as partes não avançaram entre esta semana e a última sexta-feira.
Na sexta-feira, AGs de mais de 20 estados retiraram uma moção anterior de mistrial. O juiz Arun Subramanian informou que o processo deve retornar na segunda-feira, 16 de março, com o grupo de estados que não aderiu ao acordo mantendo-se como co-plaintes. As negociações entre as partes não produziram um consenso até o momento.
O que mudou com o acordo
Pelo acordo anunciado pelo governo, a Live Nation e a Ticketmaster deverão alterar práticas de bilheteria, permitir que concorrentes listem ingressos em plataformas próprias e limitar contratos de exclusividade com locais a quatro anos. Locais poderão assinar acordos não exclusivos para vender parte de ingressos a outros vendedores, e taxas de serviço em seus espaços próprios terão teto de 15%. Mesmo assim, várias autoridades estaduais criticaram o acordo, dizendo que ele não resolve o núcleo do monopólio.
A expectativa é que as ações legais continuem com o consórcio de estados, que até então tem resistido a adesões ao acordo federal. Estados como Arkansas, Dakota do Sul e Nebraska já formalizaram acordos com a Live Nation, enquanto outros, como Oklahoma, Carolina do Sul, Iowa e Mississippi, sinalizam adesões futuras. O andamento do processo permanece sob vigilância de면서 o resultado definitivo depende das negociações entre as partes e da atuação do tribunal.
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