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Moraes determina prisão de envolvidos em suposta trama golpista

Moraes decreta início de penas de sete militares do núcleo 3 da trama golpista, após trânsito em julgado, para manter Bolsonaro no poder

Alexandre de Moraes durante o julgamento da trama golpista no STF
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  • Moraes determinou o início do cumprimento das penas de sete militares do núcleo 3 da trama golpista para manter Bolsonaro no poder; o processo já transitou em julgado.
  • Os condenados começaram a cumprir a pena a partir de hoje; no núcleo 3, dos nove condenados, dois não foram presos por terem fechado acordo de não persecução penal.
  • As prisões ocorreram em unidades do Exército; o agente da Polícia Federal Wladimir Matos Soares já estava preso, e mensagens encontradas indicam planos para “matar meio mundo” para manter o ex-presidente.
  • Os sentenciados são oficiais e subi–oficiais do Exército, com penas que variam entre alguns anos de reclusão e detenção; dois militares fecharam acordo de não-persecução penal e não perderão a patente.
  • A ação de Moraes também apontou que houve pressão sobre o Alto Comando e houve reunião em novembro de 2022 para tratar da carta aos generais; neste mesmo período, cinco ex-integrantes da cúpula da PMDF já foram presos para início de cumprimento de pena de dezesseis anos cada um.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou o início do cumprimento das penas de sete miliares e de um agente da Polícia Federal condenados no núcleo 3 da trama golpista para manter Bolsonaro no poder. O processo transitou em julgado, sem possibilidades de recursos.

A decisão foi tomada após o esgotamento das chances de recorrer. Segundo o UOL, todos os condenados começaram a cumprir as penas a partir de hoje. O grupo integra o núcleo 3, formado por oito militares e um agente da PF.

Moraes expediu mandados de prisão na véspera. As ordens já foram cumpridas e comunicadas ao STF. Os militares foram encaminhados a unidades do Exército para cumprimento das penas, com relatos de que parte deles já estava detida.

Alguns réus, como o agente da PF Wladimir Matos Soares, já estavam presos. A apuração aponta mensagens que indicam plano para causar danos e manter Bolsonaro no poder após 2022.

Condenados do núcleo 3

  • Bernardo Romão Corrêa Netto (coronel do Exército): 17 anos de pena; 120 dias-multa; levado ao BPE, em Brasília.
  • Fabrício Moreira de Bastos (coronel do Exército): 16 anos; 120 dias-multa; levado ao 22 Batalhão, em Palmas (TO).
  • Hélio Ferreira Lima (tenente-coronel): 24 anos; 120 dias-multa; encaminhado à unidade correspondente.
  • Márcio Nunes de Resende Jr. (coronel): 3 anos e 5 meses no regime aberto; acordo de não-persecução penal.
  • Rafael Martins de Oliveira (tenente-coronel): 21 anos; 120 dias-multa; pena executada.
  • Rodrigo Bezerra de Azevedo (tenente-coronel): 21 anos; 120 dias-multa; cumprimento.
  • Ronald Ferreira de Araújo Jr. (tenente-coronel): 1 ano e 11 meses; acordo de não-persecução penal.
  • Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (tenente-coronel): 17 anos; 120 dias-multa; levado ao 1º batalhão do Exército, RJ.
  • Wladimir Matos Soares (agente da PF): 21 anos; 120 dias-multa; cumprimento da pena.

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