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Crianças negras são presas após Moraes encerrar ação do Núcleo 3

Coronel do Exército é preso, junto com dois militares do núcleo 3, após Moraes encerrar ação penal; demais réus têm prisão definitiva ou ANPP

Moraes emitiu mandados de prisão contra kids pretos que ainda estavam em liberdade. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)
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  • O ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão dos réus do núcleo 3 que ainda estavam em liberdade, encerrando a ação penal contra os chamados kids pretos.
  • O mandado de prisão foi cumprido no início da manhã pelo batalhão de Polícia do Exército de Brasília, prendendo o coronel Bernardo Romão Corrêa Neto, que estava em casa com tornozeleira eletrônica e com passaportes retidos, além de ter o porte de armas suspenso. Corrêa Neto foi condenado a dezessete anos de prisão.
  • Também estavam prevista a prisão dos coronel Fabrício Moreira de Bastos, condenado a dezesseis anos, no Palmas, e do tenente-coronel Sérgio Cavaliere, condenado a dezessete anos, no Rio de Janeiro.
  • Com relação aos demais réus, houve apenas a conversão da prisão preventiva em prisão definitiva.
  • Ronald Ferreira de Araújo Júnior e Márcio Nunes de Resende Júnior ficaram com acordos de não persecução penal (ANPPs), não sendo presos, mas obrigados a admitir os crimes, prestar serviço comunitário, pagar duzentos mil reais e participar de curso sobre democracia e golpe de Estado.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a prisão dos réus do núcleo 3 que ainda estavam em liberdade, com o trânsito em julgado da ação penal envolvendo os chamados kids pretos. A decisão foi anunciada nesta sexta-feira (13) e visa o encerramento formal do processo.

Com a ordem, o batalhão de Polícia do Exército de Brasília prendeu, no início da manhã, o coronel Bernardo Romão Corrêa Neto. O mandado de prisão foi cumprido em oficio assinado pelo tenente-coronel Caio Vargas Lisbôa, comandante do batalhão. Corrêa Neto já estava sob tornozeleira eletrônica, proibido de usar redes sociais, com passaporte retido e porte de armas suspenso. Ele foi condenado a 17 anos de prisão.

Outros dois militares devem ser encarregados de cumprir penas, incluindo o coronel Fabrício Moreira de Bastos, em Palmas, condenado a 16 anos, e o tenente-coronel Sérgio Cavaliere, no Rio de Janeiro, com sentença de 17 anos. Quanto aos demais réus, houve apenas a conversão da prisão preventiva em prisão definitiva.

Prisões e desdobramentos

Os militares do núcleo 3 foram acusados de participação em um suposto plano de golpe de Estado, relacionado à chamada operação copa 2022, que incluiria a intenção de atacar Moraes, o presidente Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin.

ANPPs e acordos

Já o tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior e o coronel Márcio Nunes de Resende Júnior receberam acordos de não presecução penal (ANPP). Assim, não serão presos, mas deverão admitir os crimes, cumprir serviços comunitários de 340 horas, pagar R$ 20 mil e frequentar o curso “Democracia, Estado de Direito e Golpe de Estado” (12 horas).

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