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Dino diz que deslocamentos foram monitorados ilegalmente após operação da PF

Dino afirma monitoramento ilegal de deslocamentos em São Luís; PF efetuou busca contra blogueiro Luís Pablo, com apreensão de celulares e computador

Flavio Dino durante julgamento de acusados de mandar matar Marielle — Foto: Rosinei Coutinho/STF
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  • A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão em São Luís contra o blogueiro Luís Pablo, na investigação de perseguição ao ministro Flávio Dino; foram apreendidos celulares e um computador, com autorização do ministro Alexandre de Moraes.
  • Flávio Dino afirmou que a área de segurança dele foi alertada, em 2025, de monitoramento ilegal de seus deslocamentos na capital maranhense.
  • Associações de imprensa — ABERT, ANER e ANJ — divulgaram nota conjunta destacando preocupação com a decisão tomada no caso.
  • A nota de Dino aponta que houve a publicação de placas de veículos, além da quantidade e nomes de agentes de segurança.
  • As informações foram encaminhadas à Polícia Federal e à Procuradoria Geral da República para instauração do procedimento investigativo cabível; o assunto não envolve crimes contra honra, liberdade de expressão ou fake news.

Na Supervisão de Segurança do ministro Flávio Dino, o STF informou que, em 2025, houve alerta sobre monitoramento ilegal dos deslocamentos dele em São Luís, Maranhão. A declaração foi publicada pelo próprio Dino nesta quinta-feira.

A Polícia Federal cumpriu, na terça-feira (10), mandado de busca e apreensão na casa do blogueiro Luís Pablo, no âmbito de investigação por perseguição contra Dino. A ação ocorreu na capital maranhense e resultou na apreensão de celulares e de um computador.

A decisão de Moraes autorizou a operação. A PF encaminhou os dados coletados à Procuradoria Geral da República para instauração do procedimento cabível. A nota de Dino afirma que a investigação apura monitoramentos ilegais dos procedimentos de segurança do ministro.

Apreensão e reação do setor

Associações de imprensa classificaram como preocupante a decisão de Moraes, em nota conjunta publicada nesta quinta-feira. A ABERT, a ANER e a ANJ destacaram impactos na atuação da imprensa e na segurança institucional.

Segundo a nota de Dino, foram publicadas placas de veículos, além do número de agentes e nomes de segurança envolvidos. O texto enfatiza que o tema não se relaciona a crimes contra a honra, liberdade de expressão ou inquérito de fake news.

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