- A vítima foi mantida e obrigada a trabalhar em condições brutais por Amanda Wixon, desde os 16 anos, em uma casa em Tewkesbury, Gloucestershire.
- Ela foi localizada pela polícia em março de 2021 e o caso chegou ao tribunal cinco anos depois, com Wixon condenada a treze anos de prisão.
- O cuidador que a acolheu descreveu a jovem como muito magra, ansiosa e traumatizada, com medo de abraços e necessidade de banhos quentes.
- Hoje, a mulher faz terapia, frequenta a faculdade e já retornou a atividades como viagens; ela tem crescido o cabelo e pretende um grande cruzeiro no futuro.
- O cuidador cobra uma auditoria mais ampla sobre falhas do sistema que permitiram que a vítima ficasse tanto tempo vítima de abuso, defendendo medidas para evitar casos semelhantes.
Depois de 25 anos mantida em condições “dickensianas” em uma casa de Tewkesbury, no condado de Gloucestershire, no Reino Unido, a vítima finalmente chegou a um local seguro. Ela, hoje na casa dos 40 anos, apresentava debilidade física e mental, além de grande desconfiança com o afeto, como o abraço.
O caso veio à tona após a atuação de uma cuidadora responsável pela vítima, que decidiu continuar anonimato para proteger a identidade da mulher. A agressora, Amanda Wixon, foi condenada a 13 anos de prisão em sentença proferida recentemente.
A cuidadora descreveu o início da recuperação como lento e desafiador. A paciente fez consultas médicas, recebeu alimentação regular e passou a entender que poderia ser acolhida com carinho. No começo, aceitar o afeto foi difícil, mas houve progressos ao longo de uma semana.
Gradualmente, a vítima revelou parte do que sofreu ao longo dos anos. Ela era submetida a tarefas domésticas extenuantes, sem alimentação adequada, e recebeu controle rígido do ambiente, incluindo privação de luz. As agressões incluíam violência física e uso de substâncias corrosivas.
Estado atual e tratamento
Desde a libertação, a mulher participa de terapia e busca educação. Ela está matriculada em curso universitário e já viajou para locais no exterior com apoio da cuidadora. O cabelo cresceu, algo que desejava manter desde a infância.
De acordo com a cuidadora, a recuperação é longa e envolve superar o medo constante. A vítima tem medo de retornar ao passado e espera ver a agressora responsabilizada para obter sensação de justiça e fechamento. O avanço no tratamento é monitorado por profissionais de saúde.
Desdobramentos e apelos
A cuidadora critica a demora do uso de mecanismos legais para proteger a vítima e evitar novas situações de vulnerabilidade. Ela aponta falhas no atendimento que permitiram o sofrimento prolongado e defende uma auditoria mais ampla sobre falhas de proteção. A vítima busca apoiar outras pessoas que vivem situações semelhantes.
Com o tempo, a paciente tem mantido a esperança de uma vida mais estável e segura. O caso continua sendo acompanhado por autoridades, que trabalham para confirmar a efetivação das medidas de proteção e apoio à vítima. A defesa de uma convivência mais eficaz com serviços sociais permanece entre as prioridades.
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