- Moraes e Toffoli enfrentam isolamento no STF por causa do escândalo envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master, mesmo com normas internas a seu favor.
- Moraes aparece em mensagens do empresário; Vorcaro questionou investigações sigilosas no dia da primeira prisão em 2025 e o escritório da esposa do ministro tinha contrato milionário com o Master.
- Toffoli é questionado por possível proximidade com Vorcaro; relatório cita venda de parte de um resort da família para um fundo ligado ao Master e decisões favorecendo a defesa do banqueiro, como o sigilo extremo das provas.
- O silêncio dos demais ministros é visto como estratégia de contenção de danos; pesquisa indica queda na credibilidade do STF entre quem conhece o caso.
- Punição formal é improvável no momento; investigações dependem de autorização da Corte e da Procuradoria-Geral da República; Toffoli deixou a relatoria em fevereiro de 2026 e o caso foi redistribuído para o ministro André Mendonça.
O caso envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e o Banco Master ganhou contornos que afetam dois ministros do STF, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. A crise alcança a relação entre autoridades, questões de sigilo e a função do Judiciário na condução de investigações, segundo apuração da imprensa.
Mensagens encontradas no celular de Vorcaro sugerem que ele questionou Moraes sobre investigações sigilosas durante a primeira prisão do empresário, em 2025. O mesmo núcleo de acusações aponta para contratos milionários entre o escritório de advocacia que atua em defesa da esposa do ministro e o Banco Master, que depois foi liquidado pelo Banco Central.
Dias Toffoli aparece no centro da polêmica por ser citado em relatório da Polícia Federal como possível vínculo próximo a Vorcaro. O documento relaciona a venda de parte de um resort da família de Toffoli a um fundo ligado ao Master. Anteriormente, Toffoli havia decidido pelo sigilo extremo de provas obtidas na operação policial.
Silêncio dos colegas
Analistas veem o silêncio de outros ministros como estratégia para afastar danos à imagem da Corte. Evitar defesas públicas pode reduzir associações com o escândalo, que já repercute negativamente junto ao público. Pesquisa recente indicou queda na credibilidade do STF entre quem conhece o caso.
Possibilidade de punição
Especialistas entendem que punição formal é improvável no curto prazo. Ministros do STF só podem ser investigados com autorização da Corte e provocação da PGR. Como a PGR é vista como próxima aos magistrados, a proteção institucional tende a predominar sobre pressões públicas.
Andamento do caso Master
Em fevereiro de 2026, Toffoli deixou a relatoria do processo. A redistribuição colocou André Mendonça à frente do caso, ainda sob sigilo. O Congresso tem tentado investigar, mas encontra entraves determinados pelo STF.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acompanhar a íntegra, leia a reportagem completa.
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