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Zanin vira relator da ação da CPI do Master após Toffoli se declarar suspeito

Zanin fica relator de mandado de segurança sobre CPI do Banco Master após Toffoli declarar-se suspeito, com redistribuição para Mendonça

Toffoli negou que seja suspeito por conversas com Vorcaro, mas alegou motivo de "foro íntimo" para devolver caso. Novo sorteio passou caso para ministro que foi advogado de Lula.
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  • O ministro do STF Cristiano Zanin foi sorteado como relator de mandado de segurança de deputado Rodrigo Rollemberg para obrigar o presidente da Câmara, Hugo Motta, a pautar o requerimento de instauração da CPI do Banco Master.
  • O novo sorteio ocorreu após o ministro Dias Toffoli se declarar suspeito e devolver o caso à Presidência; ele afirmou não haver suspeição, mas pediu redistribuição por motivos de foro íntimo.
  • A Polícia Federal desbloqueou o celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Master, e encontrou conversas com o magistrado que conduzia as investigações, levando o pedido de suspeição; Toffoli chamou as alegações da PF de ilações.
  • A relatoria foi transferida para André Mendonça; Motta já afirmou que o pedido de CPI do Master deve ficar no fim da fila, sem tratamento preferencial.
  • O caso envolve o atraso na instalação da CPI e críticas à atuação do presidente da Câmara, enquanto Rollemberg sustenta que há interesse público em fiscalizar possíveis irregularidades financeiras.

O ministro do STF Cristiano Zanin virou relator de um mandado de segurança apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg para obrigar o presidente da Câmara, Hugo Motta, a pautar a instalação da CPI do Banco Master. O objetivo é obter a instauração do colegiado para investigar possíveis irregularidades em torno do Master.

O pedido tramita em meio a disputas internas do STF. Dias Toffoli se declarou suspeito e devolveu o caso à Presidência, citando foro íntimo para redistribuição. Ele manteve a posição de regularidade de sua atuação, conforme nota anterior do tribunal.

A PF desbloqueou o celular do empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Master, e apontou conversas entre ele e magistrados envolvidos na apuração. Em resposta, Toffoli rejeitou a ideia de suspeição com base em ilações, mantendo a redistribuição do caso.

O caso foi direcionado para a relatoria de Andre Mendonça após a decisão de Toffoli. Motta informou que a CPI deveria permanecer na fila de requerimentos, sem tratamento preferencial, segundo ele.

Rollemberg argumenta que o regimento não impõe ordem cronológica rígida para a discussão de requerimentos, apenas impede a criação de mais de cinco comissões ao mesmo tempo. O deputado sustenta que o atraso afeta o exercício fiscalizador do Legislativo.

O parlamentar sustenta em pedido ao STF que a omissão de instalar a CPI compromete o direito de fiscalização e o interesse público, diante do que considera possível fraude financeira envolvendo o Master e ramificações políticas.

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