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Grupo de Daniel Vorcaro invade sistemas da Justiça e do Banco Central

PF aponta que Daniel Vorcaro acessou dados sigilosos da Justiça, Banco Central e Interpol, quatro meses antes da prisão, por meio de grupo chamado 'A Turma'

Investigação da PF aponta que aliado do banqueiro teria acessado documentos da apuração na Justiça e no Banco Central. (Foto: Isaac Fontana/EFE)
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  • Investigações da Polícia Federal indicam que Daniel Vorcaro teve acesso a documentos sigilosos sobre as apurações contra ele quatro meses antes de ser preso.
  • O principal executor foi Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apelidado de “Sicário”, aliado de Vorcaro e integrante de uma suposta “milícia privada” segundo o ministro André Mendonça.
  • O grupo invadiu sistemas da Justiça Federal e utilizou senhas oficiais da Procuradoria-Geral da República para obter informações privilegiadas.
  • Foram acessados fotos, prints e PDFs detalhando o andamento das apurações; o grupo também teve acesso a investigações do Banco Central e a dados da Interpol, sabendo das ações contra o conglomerado desde julho do ano passado.
  • A estrutura clandestina chamada “A Turma” monitorava processos e desafetos de Vorcaro; Mendonça criticou a PGR por pedir mais prazo em vez de agir com urgência. A defesa de Vorcaro afirma que não comenta conteúdos de investigações por vazamentos ilegais.
  • Fonte: Gazeta do Povo.

O banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, teve acesso a documentos sigilosos sobre as apurações contra ele quatro meses antes de ser preso. Investigações da Polícia Federal indicam que o esquema envolvia invasões a sistemas federais e o uso de senhas oficiais para monitorar autoridades.

O principal executor foi Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”. Aliado de Vorcaro, ele integrava um grupo apontado pelo ministro André Mendonça como uma “milícia privada”. Sicário invadiu sistemas da Justiça Federal e utilizou senhas de membros da PGR para obter informações privilegiadas.

Dados sigilosos acessados incluem fotos, prints e PDFs que detalhavam o andamento das apurações. Além dos sistemas da Justiça, o grupo também acessou investigações do Banco Central e informações de órgãos internacionais, como a Interpol. Esse acesso permitido que Vorcaro soubesse das ações contra o conglomerado desde julho do ano passado.

Segundo o STF, a estrutura denominada “A Turma” funcionava como um espaço clandestino de monitoramento. O grupo monitorava processos, além de desafetos de Vorcaro, jornalistas e autoridades públicas. A descoberta da organização contribuiu para prisões preventivas na última semana.

O ministro André Mendonça criticou a PGR por solicitar prazo extra para analisar o caso, em vez de se manifestar de imediato sobre os mandados. Ele afirmou que a urgência era evidente diante do risco de destruição de provas pelos investigados.

A defesa de Vorcaro afirmou, em nota, que não comentará o conteúdo das investigações por envolver vazamentos ilegais de material sigiloso. Os advogados dizem que os fatos estão sendo analisados pelo STF e que divulgar demais pode ampliar a disseminação de dados sob apuração.

Conteúdo produzido pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para entender o tema na íntegra, leia a reportagem completa.

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