- O fundador da Reag, João Carlos Mansur, disse à CPI do Crime Organizado que a gestora prestou serviços ao Banco Master, mas negou irregularidades nas transações.
- A Reag é investigada pela Polícia Federal por possível envolvimento em fraudes contra o sistema bancário associadas ao Master e por relação com o PCC; o banco central liquidou o Master em janeiro.
- Mansur afirmou que o Master era apenas mais um cliente, sem ligações com o PCC, e destacou que a Reag adota governança alta e operações transparentes.
- A CPI aprovou a quebra de sigilos de Fabiano Zettel e de Sicário, e solicitou informações sobre a morte de Sicário e sobre movimentações financeiras do grupo.
- Outros itens aprovados incluem a convocação de servidores do Banco Central para esclarecer informações sobre a liquidação do Master e contatos com Vorcaro.
O fundador da gestora de investimentos Reag, João Carlos Mansur, confirmou à CPI do Crime Organizado que prestou serviços para o Banco Master, instituição ligada ao empresário Daniel Vorcaro, mas negou irregularidades nas transações. A afirmação ocorreu durante o depoimento na quarta-feira.
A Reag é alvo de investigação da Polícia Federal por supostas fraudes contra o sistema bancário, vinculadas ao Master. A PF também avaliou a conexão com a facção PCC, investigada na mesma operação. No ano passado, a gestora foi alvo de mandados na operação Carbono Oculto.
Mansur disse que o Master era apenas mais um cliente entre outros bancos e empresas. Ele afirmou não haver ligação entre a Reag e o PCC, destacando que a investigação identificou 15 mil páginas sem menção à associação com a organização criminosa.
O empresário afirmou ainda que a Reag atuava com governança elevada e independência, e que o mercado financeiro acabou penalizando a gestora por esse perfil. Segundo ele, a independência da Reag foi interpretada como risco pelo mercado.
A Reag foi liquidada pelo Banco Central em janeiro deste ano, após a PF apontar a gestora como parte da estrutura financeira utilizada pelo Master em operações suspeitas. A apuração indicou que a gestora administrava fundos usados nas transações.
A sessão da CPI aprovou a quebra de sigilos de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, preso recentemente, e de Luiz Philippi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, apontado como operador de um grupo ligado a ameaças a desafetos do banco. Ouviram-se ainda outras convocações.
Entre na conversa da comunidade