- Barroso afirmou que o STF vive um “momento difícil” em meio à crise institucional provocada pelo caso Banco Master.
- Ele pediu cautela para não tirar conclusões definitivas sobre suspeitas envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e possível relação com membros da Justiça.
- Barroso disse não ter conhecimento prévio de Vorcaro e destacou o desgaste institucional gerado pelo episódio, defendendo prudência enquanto as investigações prosseguem.
- O ex-ministro elogiou o presidente da Corte, Edson Fachin, e o relator do caso Master, André Mendonça, mencionando que pode haver algo criticável, mas sem pré-julgamento.
- Em relação a reformas na STF, Barroso defendeu mandatos com prazo definido, sugerindo 12 anos, inspirado no sistema alemão; ele deixou a Corte em outubro de 2025, mantendo vaga em aberto.
Barroso afirmou que o STF atravessa um momento difícil em função da crise institucional provocada pelo caso Banco Master. Em entrevista exibida pela GloboNews, o ex-presidente disse que é preciso cautela antes de tirar conclusões sobre as suspeitas envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e possíveis ligações com o Judiciário. Ele ressaltou que não havia ouvido falar de Vorcaro antes da repercussão.
O ex-ministro destacou o desgaste institucional causado pelo episódio. Segundo Barroso, a gravidade das acusações exige prudência na avaliação pública, enquanto as investigações seguem em curso. Ele afirmou que há uma percepção crítica real, mas que não é momento para juízos precipitados.
Barroso elogiou a postura de Fachin, presidente do STF, e de André Mendonça, relator do caso Master, reconhecendo que pode haver aspectos criticáveis, sem contudo antecipar decisões sobre culpabilidade ou responsabilidade.
A investigação ganhou projeção após mensagens e documentos apreendidos apontarem autoridades e integrantes do STF, em especial os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Os novos elementos não foram detalhados pelo ex-presidente.
Barroso defende mandato para ministros
Na entrevista, Barroso voltou a defender mudanças no modelo de permanência dos ministros no STF, propondo mandatos com prazo determinado. O ex-ministro citou 12 anos como possível duração, inspirado no modelo alemão, para ampliar a renovação institucional.
Barroso ingressou na Corte em 2014 e deixou o cargo em outubro de 2025, após 12 anos. A vaga dele permaneceu em aberto desde então, sem definição oficial sobre substituição.
O objetivo é manter o STF centrado em decisões técnicas, evitando permanências excessivas que possam gerar questionamentos sobre independência ou influência de longos mandatos. A proposta, no entanto, ainda não tem andamento concreto.
Entre na conversa da comunidade