- O padre José Eduardo de Oliveira e Silva, conhecido como Padre de Osasco, pediu ao STF o arquivamento do inquérito sobre suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022.
- A manifestação foi protocolada nesta segunda-feira, 9, e será analisada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.
- A PF indicou o padre em novembro de 2024 como um dos indiciados em um núcleo jurídico ligado à suposta articulação.
- A defesa afirma que ele colaborou com as autoridades e atuou apenas no âmbito religioso, rejeitando participação em qualquer golpe.
- O pedido sustenta ausência de provas, afirma que o inquérito já foi analisado pelo STF em relação a outros investigados e aponta excesso de prazo e constrangimento ilegal; resta ao ministro decidir.
O padre José Eduardo de Oliveira e Silva, conhecido como Padre de Osasco, pediu ao STF o arquivamento do inquérito sobre a suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022. A manifestação foi protocolada nesta segunda-feira, 9, e será analisada pelo ministro Alexandre de Moraes.
A PF incluiu o religioso entre indiciados em novembro de 2024, no que chamou de núcleo jurídico da investigação. Relatórios apontam que ele participou de reuniões no Palácio do Planalto em 2022, com temas relacionados a documentos que fundamentariam questionamentos ao resultado eleitoral.
Apesar do indiciamento, a PGR não apresentou denúncia ao STF contra o padre. A defesa sustenta cooperação do religioso com as autoridades e atuação restrita ao âmbito religioso.
Situação atual
Os advogados argumentam que não há provas de participação em qualquer plano de golpe. A defesa afirma que julgamentos de outros núcleos já foram analisados pelo Supremo, o que tornaria desnecessária a continuidade da investigação.
Segundo a defesa, o inquérito permanece em andamento mesmo sem denúncia formal, após diversas etapas já analisadas por autoridades. O caso também envolve decisões do Ministério Público em relação a outros investigados.
Agora, cabe ao ministro Moraes decidir se o pedido de arquivamento será aceito ou se o inquérito continuará tramitando no STF, conforme apuração da revista Oeste.
Entre na conversa da comunidade