- A governadora de Alabama, Kay Ivey, comutou a pena de morte de Charles “Sonny” Burton para prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.
- Burton, 75 anos, iria ser executado por inalação de gás nitrogênio nesta semana, mas não estava no prédio quando o homicídio ocorreu.
- O caso envolve o assassinato de Doug Battle durante um roubo a uma loja em 1991; outro homem, Derrick DeBruce, atirou em Battle após Burton ter saído do local.
- A pena de DeBruce foi reduzida a prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional em recursos; Ivey afirmou que não poderia aplicar a pena de morte de forma justa contra Burton.
- A comutação representa a segunda clemência de pena de morte concedida por Ivey desde que assumiu o cargo, em 2017, diante de protestos e apoio público ao adiamento da execução.
A governadora do Alabama, Kay Ivey, comutou a sentença de morte de um preso de 75 anos, Charles “Sonny” Burton, que seria executado nesta semana. A decisão ocorreu mesmo ele não estando no prédio quando a vítima foi morta.
Burton havia sido condenado à morte pela morte de Doug Battle, durante um assalto a uma loja em 1991. Outro homem, Derrick DeBruce, atirou em Battle após Burton ter saído do local. DeBruce teve a pena reduzida para prisão perpéta sem possibilidade de graça em recurso.
A comutação de Ivey reduz a pena de Burton para prisão perpética sem chance de liberdade condicional. A governadora afirmou que não poderia aplicar a pena de forma justa contra Burton enquanto o autor real do assassinato permanecesse vivo.
Ivey destacou que já presidiu 25 execuções e defendeu que a pena de morte é punição adequada para os mais graves infratores, desde que administrada de maneira justa e proporcional. A mudança ocorre em meio a debates nacionais sobre o tema.
A execução de Burton, prevista para ocorrer por gás nitrogenado na noite de quinta-feira, ganhou atenção de defensores da justiça criminal. Manifestações ocorreram perto da residência da governadora, pedindo a sua intervenção para salvar Burton.
A filha da vítima, Tori Battle, escreveu um editorial pedindo que a sentença fosse comutada. Em sua carta, ela afirmou que a memória do pai não exige uma nova morte, ressaltando valores ensinados por ele.
Desde 1976, o estado já realizou 83 execuções, segundo o Death Penalty Information Center. A comutação de Burton marca a segunda vez em governo da Ivey que ocorre nesse tipo de clemência.
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