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Defesas de deputados do PL em STF sobre desvio de emendas

PGR ainda defende condenação de oito réus do PL no STF; defesas contestam provas e apontam possível irregularidade em emendas parlamentares com cobrança de propina

Os deputados do PL Bosco Costa, Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil. Fotos: Agência Câmara
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  • A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal encerrou o primeiro dia de julgamento sobre desvios em emendas parlamentares no Maranhão; o relator é o ministro Cristiano Zanin.
  • A Procuradoria-Geral da República reiterou o pedido de condenação de todos os acusados, que seriam parte de uma organização criminosa que destinava emendas na saúde e cobrava propina de prefeitos.
  • Entre os denunciados estão Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e João Bosco Costa (PL-SE), além de outros quatro envolvidos.
  • As defesas contestaram a cadeia de custódia de provas, negaram a existência de organização criminosa e alegaram falta de provas por parte da PGR.
  • O julgamento continua na terça-feira 17, às 13h, quando os ministros devem apresentar seus votos.

O que aconteceu: a Primeira Turma do STF encerrou o primeiro dia de julgamento sobre supostos desvios na destinação de emendas parlamentares destinadas a municípios do Maranhão. O relator é o ministro Cristiano Zanin. A PGR pediu a condenação de todos os acusados, mantendo que oito réus integram uma organização criminosa ligada a emendas na saúde e à cobrança de propina de prefeitos.

Quem está envolvido: além de Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil, deputados federais do PL do Maranhão, aparecem na acusação o ex-deputado João Bosco (PL-SE) e outros cinco investigados: João Batista Magalhães, Thalles Andrade Costa, Antônio José Silva Rocha, Adones Nunes Martins e Abraão Nunes Martins Neto. A denúncia aponta cobrança de propina em esquema ligado a emendas.

Quando: o primeiro dia de julgamento ocorreu nesta terça-feira, 10, com prosseguimento marcado para a próxima sessão na terça-feira, 17, às 13h, quando os ministros devem votar.

Onde: o julgamento acontece no STF, com investigação centrada em irregularidades associadas a emendas parlamentares enviadas para municípios do Maranhão. A apuração envolve mensagens, planilhas e registros de transferências vinculadas aos réus.

Por que: segundo a denúncia, o grupo destinava recursos da saúde mediante emendas e cobrava propina de gestores municipais. O Ministério Público Federal sustenta que houve organização criminosa para obter vantagens financeiras com recursos públicos.

Aprovação e defesas: o MPF reafirmou integralmente a denúncia, defendendo a condenação dos oito acusados com base em provas de controle de transferências, mensagens e registros contábeis. As defesas contestam a cadeia de custódia de materiais apreendidos e negam a existência de organização criminosa.

O que disseram as defesas

Josimar Maranhãozinho: afirmou que havia rivalidade política com o prefeito de São José de Ribamar no período das supostas transferências, negando envolvimento direto de Josimar com as cobranças. Planilhas e mensagens encontradas teriam sido interpretadas de forma não precisa pela PGR.

Pastor Gil: alegou que o contato com o suposto cobrador surgiu de forma espontânea e que houve interpretação inadequada das mensagens. Disse não ser o autor das cobranças, apenas parte de um cenário mais amplo.

João Bosco Costa: a defesa afirmou que os diálogos com Josimar tratavam de situações comuns entre parlamentares e que uma quantia transferida seria um empréstimo. Mensagens e registros foram apresentados como suporte a essa linha.

João Batista Magalhães: os advogados sustentaram que o envio de planilha visava apenas monitorar a utilização da emenda pelo município, e que ele não conhecia os demais investigados. Trechos de diálogos e registros financeiros foram citados para refutar a tese de organização criminosa.

Thalles Andrade Costa: a defesa apontou que a denúncia se sustenta em poucas mensagens. A decisão citou transferências associadas a atividades agropecuárias da família do ex-deputado Bosco Costa como contexto para o debate sobre a finalidade das emendas.

Antônio José Silva Rocha: a defesa argumentou que um documento encontrado com o investigado indicava referências a vários parlamentares, não apenas a negociação com prefeitos. O material mostraria cálculos de propina sobre valores de emenda.

Adones e Abraão Nunes Martins Neto: os defensores explicaram que os irmãos visitaram a casa do prefeito sem clareza sobre a cobrança, ligando as atividades a negócios de postos de combustíveis. Um áudio interceptado indicou cautela quanto à legalidade das operações.

Acompanhamento: investigadores identificaram diálogos sobre monitoramento de recursos, planilhas de emendas e comprovantes de transferências entre os envolvidos. As investigações continuam para esclarecer a dinâmica do suposto esquema.

Fontes: o caso envolve decisões e depoimentos no âmbito do STF, com atuação da PGR e das defesas, que aguardam o restante do julgamento para apontar responsabilidades; novas sessões devem trazer as votações dos ministros.

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