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Argentina concede refúgio político pela primeira vez a foragido do 8/1

Conare da Argentina concede refúgio político a Joel Borges Corrêa, o primeiro foragido do 8 de janeiro a obter proteção, abrindo precedente para outros casos

Joel Borges Corrêa, condenado pelos atos de 8/1 e foragido na Argentina
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  • Joel Borges Corrêa, condenado pelos atos de 8 de janeiro, recebeu refúgio político da Comissão para Refugiados (Conare) da Argentina; é o primeiro entre os foragidos a obter esse status.
  • A decisão reconhece risco ou perseguição no Brasil e assegura proteção internacional na Argentina, podendo impedir deportação ou extradição enquanto vigorar.
  • O próximo passo é apresentar a resolução da Conare à Justiça para tentar suspender o processo de extradição e obter a liberação.
  • A defesa afirma que a Conare precisa ter aval do presidente argentino, Javier Milei, para formalizar o refúgio, alinhamento que tem sido trabalhado nos bastidores.
  • A decisão pode criar precedente para outros brasileiros condenados pelo 8 de janeiro que solicitaram refúgio, ressaltando que a decisão final cabe ao Executivo argentino.

Joel Borges Corrêa, condenado pelos atos de 8/1, recebeu da Conare, órgão argentino, o status de refugiado político. A decisão, confirmada por advogados de defesa e pela Asfav, marca o primeiro caso desse grupo a obter refúgio na Argentina.

A Conare reconhece risco ou perseguição no Brasil e garante proteção internacional, suspendendo eventual deportação ou extradição enquanto vigorar. Corrêa poderá, então, ter proteção no território argentino.

Segundo a defesa, o próximo passo é levar a resolução ao Judiciário argentino para tentar suspender a extradição e tentar a liberação do foragido. A apreciação ainda depende da anuência do presidente Milei, segundo a defesa.

Decisão anterior. Em dezembro, Corrêa e mais quatro foragidos tiveram a extradição parcialmente aceita pela Justiça argentina. Eles passaram de prisão preventiva para prisão domiciliar, até o desfecho do caso.

O Brasil já tinha gasto cerca de US$ 1 milhão com o processo de extradição dos foragidos, conforme apurado pela coluna. A defesa aponta que a suspensão do processo pode acelerar a formalização do refúgio.

Conare deve alinhar a decisão com o governo de Milei, que apontou que acataria decisões de órgãos competentes. A configuração atual pode levar ao arquivamento da extradição, com Milei acompanhando a posição final.

A escolha de Argentina como destino reflete a busca por apoio político do governo Milei. Em 2024, o então deputado Eduardo Bolsonaro visitou presos no país e solicitou refúgio para os condenados. O desenrolar depende de atos finais do Executivo.

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