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Moraes arquiva inquérito contra irmã do garoto ligado a panetone com objetos

Moraes arquiva inquérito contra a irmã do condenado por golpe de Estado; objeto camuflado em panetone é de menor potencial ofensivo e visitas são retomadas

Irmã de 'kid preto' preso tenta levar objetos escondidos em panetone; Foto: Reprodução
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  • Moraes arquivou o inquérito contra Dhebora Bezerra de Azevedo, irmã do tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo, condenado a 21 anos de prisão.
  • Dhebora tentou levar objetos camuflados em panetone para Rodrigo, quando ele estava preso preventivamente no fim de 2024; a caixa foi lacrada e acionou o detector de metais.
  • A Polícia Federal informou que Dhebora, agente da Polícia Civil do Ceará, tinha conhecimento do caráter ilícito da conduta, mas não houve indiciamento por se tratar de delito de menor potencial ofensivo.
  • Moraes reconheceu a insignificância do ato e afastou a tipicidade material da conduta, autorizando a retomada das visitas.
  • As visitas entre Dhebora e Rodrigo estavam suspensas desde o início do inquérito.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes arquivou nesta sexta-feira (6) uma apuração contra Dhebora Bezerra de Azevedo, irmã do tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo. O caso envolve uma tentativa de levar objetos camuflados em um panetone por meio de uma visita a Rodrigo, que estava preso preventivamente no fim de 2024. A caixa continha um fone de ouvido, um cabo USB e um cartão de memória, e o detector de metais foi acionado ao abrir a embalagem.

Segundo a Polícia Federal, Dhebora, que é agente da Polícia Civil do Ceará, tinha conhecimento do caráter ilícito da ação. No entanto, os investigadores entenderam tratar-se de um delito de menor potencial ofensivo, não sendo instaurado indiciamento contra a research. A avaliação de insignificância levou Moraes a não qualificar materialmente a conduta.

O relatório aponta que a ofensa apresentava pouca reprovabilidade social e não geraria dano relevante, justificando a aplicação do princípio da insignificância. Com a decisão, Moraes autorizou a retomada das visitas de Dhebora a Rodrigo Bezerra de Azevedo, as quais estavam suspensas desde o início do inquérito.

Abrangência e desdobramentos

A decisão mantém o foco na diferenciação entre fatos de maior gravidade e condutas menos relevantes no contexto da investigação. Rodrigo Bezerra de Azevedo foi condenado a 21 anos de prisão por participação na conspiração para impedir a posse de Lula, integrando o que ficou conhecido como parte da trama golpista. A nova deliberação não altera esse veredito, apenas redefine a Status de visitas entre irmã e condenado.

As autoridades ressaltam que o inquérito não apontou envolvimento direto de Dhebora com ações violentas ou com planos de dilação de atividades ilegais. A decisão de Moraes, pautada pela insignificância, evita consequências penais adicionais para a investigada.

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