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Justiça dos EUA discute devolução de US$ 175 bi em tarifas ilegais de Trump

Juiz dos Estados Unidos e advogados devem definir como devolver até US$ 175 bilhões em tarifas cobradas ilegalmente de mais de trezentos mil importadores

The supreme court struck down Trump’s ‘liberation day’ tariffs but gave no detail on how importers would get their money back, leading to a swathe of lawsuits.
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  • Juiz Richard Eaton vai se reunir com advogados da alfândega para definir como refund de até US$ 175 bilhões em tarifas cobradas ilegalmente de mais de 300 mil importadores.
  • A reunião a portas fechadas, descrita como uma conferência de acordo, ocorre na Corte de Comércio Internacional.
  • A Suprema Corte decidiu, no mês passado, que a lei de 1977 não justificava legalmente a maior parte das tarifas globais anunciadas pela gestão anterior.
  • A Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) foi instruída a começar a devolver aos importadores, com juros, usando seus sistemas existentes, abrangendo todos os prejudicados.
  • O caso de Atmus Filtration, que afirma ter pago cerca de US$ 11 milhões em tarifas ilegais, pode orientar o processamento de reembolsos para cerca de 2 mil casos.
  • Separadamente, um grupo de procuradores-gerais e governadores de 24 estados deve processar Trump por novas tarifas, buscando ressarcimento aos estados.

O juiz Richard Eaton, da Corte de Comércio Internacional dos EUA, deve se reunir com advogados do governo para definir como devolver até 175 bilhões de dólares cobrados incorretamente em tarifas. A audiência ocorreria nesta sexta-feira, segundo a Reuters.

A reunião será fechada e acontece após decisão da Suprema Corte de fevereiro de 2026, que considerou que a lei de 1977 não justifica a maior parte das tarifas globais impostas na gestão anterior. A Corte determinou que o governo não tinha autoridade para aquela rodada de tarifas.

O encontro, descrito pela corte como uma conferência de acordo, visa acordos de restituição que abrangem mais de 300 mil importadores. O objetivo é estabelecer um mecanismo simples de reembolso, usando sistemas já existentes de processamento aduaneiro.

Eaton afirmou que a Agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) pode processar os reembolsos com juros, abrangendo todos os importadores afetados, não apenas os que levaram casos à justiça. A ideia é liquidar o custo de entrada dos shipments sem a tarifa.

O caso principal envolve a Atmus Filtration, fabricante que registrou pagamentos de cerca de 11 milhões de dólares em tarifas ilegais. Os advogados da Atmus devem participar remotamente da reunião, o que pode definir a extensão do ressarcimento para milhares de casos.

Segundo o juiz, o processo pode ser feito sem tumulto, com os procedimentos diários de liquidação de entradas funcionando como base para os reembolsos. Eaton reforçou a viabilidade de utilizar as práticas já existentes de restituição.

Avanço legal e nova contestação

Separadamente, um grupo de procuradores-gerais democratas de 24 estados anunciou na quinta-feira uma ação judicial contra as novas tarifas propostas pela administração de Trump, após a decisão da Suprema Corte. O governo planeja uma nova cobrança de 15% sobre todas as importações.

A ação coletiva argumenta que o presidente não tem autoridade para impor as novas tarifas e busca ressarcimento de custos adicionais para estados. Letitia James, procuradora-geral de Nova York, lidera o grupo que move a ação.

A Casa Branca informou que pretende manter as alterações previstas, incluindo a tarifa de 15% sob outra base legal, o que sustenta o debate sobre o alcance do poder presidencial em políticas tarifárias. As partes envolvidas mantêm posição de defesa e contestação.

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