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Acusado de matar Natalie McNally espancou ex-parceira, diz tribunal

Acusado de matar Natalie McNally, McCullagh gravou sessões de aconselhamento da ex-namorada e transmitiu gravação de jogo como álibi

Natalie McNally was found dead at her home in Lurgan, County Armagh, in December 2022.
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  • Stephen McCullagh, 36, de Lisburn, nega ter assassinado Natalie McNally, 32, encontrada morta em Lurgan em dezembro de 2022; a acusação afirma que o crime foi premeditado.
  • Segundo o Ministério Público, McCullagh espancou uma ex-parceira em relação anterior e gravou, sem consentimento, sessões de aconselhamento da mulher, que depois foram localizadas no computador dele em 2024.
  • A acusação sustenta que ele publicou uma sessão de jogos gravada no YouTube como se fosse uma transmissão ao vivo, para criar a aparência de que estava em casa quando cometeu o assassinato, a cerca de dezessete milhas de distância.
  • A ex-namorada relatou episódios de violência entre 2015 e 2019–2021, incluindo agressões no banheiro e no carro; ela também disse que ele ameaçou expor fotos dela e destruir itens sentimentais.
  • Um taxista afirmou ter levado um passageiro, na noite do crime, de perto de Fa’ Joe’s Bar, em Lurgan, até Lisburn; o júri de doze pessoas ouve o caso, que deve durar cerca de cinco semanas.

Stephen McCullagh, de 36 anos, é acusado de assassinar Natalie McNally, 32, que estava grávida. O caso ocorreu em Lurgan, County Armagh, em dezembro de 2022. McCullagh nega o homicídio durante o julgamento em Belfast.

A promotoria afirma que McCullagh assassinou McNally após um relacionamento que começou por meio de app. O crime envolveu várias lesões graves, incluindo perfurações no pescoço e estrangulamento, conforme laudo oficial.

Segundo a acusação, McCullagh gravou sessões de aconselhamento da ex-namorada na casa dele, meses antes de conhecer McNally. As sessões teriam sido usadas para criar uma linha de tempo para o crime.

Alegações de violência do passado

A ex-namorada, que não pode ser identificada, contou que o casal ficou junto por sete anos, com separações e reconciliações. Ela relatou empurrões, puxões de telefone e violência durante um episódio no banheiro.

Ela relatou ainda que, ao conduzi-la de carro, houve tentativas de suicídio dela. O réu teria a empurrado de volta e desferido golpes, com intenções de que ela fizesse isso sozinha.

O advogado de defesa, John Kearney, sustentou que o cliente não se lembra do incidente no banheiro e que interpediu para salvar a vida da mulher no carro. As acusações de ameaças com fotos também são contestadas pelo réu.

Desdobramentos da investigação

A mulher descobriu a gravidez em janeiro de 2022, após se separarem. O bebê nasceu sem vida, e ela recebeu aconselhamento. Sessões teriam ocorrido na sala de estar da casa de McCullagh, com ele indo para o quarto.

Em 2024, a polícia informou que gravações de sessões de aconselhamento foram encontradas no computador de McCullagh. A ex-namorada afirmou ter entendido que as sessões eram confidenciais.

A defesa alegou que McCullagh ofereceu gravar as sessões para melhorar a eficácia da terapia, e que a mulher concordou com isso. O casal rompeu novamente no verão de 2022.

O que se sabe sobre o homicídio

A imprensa relata que, em 14 de dezembro de 2022, McCullagh gravou cerca de seis horas de jogo e transmitiu ao vivo no YouTube em 18 de dezembro para parecer estar em casa. A polícia acusa-o de estar 17 milhas longe do local do crime.

Relatos indicam que ele se disguisou, pegou um ônibus para Lurgan, caminhou até a casa de McNally, cometeu o homicídio e voltou de táxi para casa. O motorista de táxi, Jeffrey McAvoy, confirmou o pagamento em dinheiro e o trajeto até Lisburn.

O júri, formado por 12 pessoas, julga o caso diante do juiz Kinney. A sessão deve durar várias semanas, com foco em confirmar a versão dos fatos apresentada pela acusação e pela defesa.

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