- Daniel Vorcaro foi preso preventivamente; investigação aponta que ele liderava um esquema para invadir sistemas sigilosos de órgãos públicos.
- O grupo teria usado phishing para obter senhas e acessar dados da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e da Interpol.
- Dois servidores do Banco Central foram afastados por suspeita de participação no esquema: Belline Santana e Paulo Sérgio Souza.
- A prisão também atingiu o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, além de um policial federal aposentado e um operador identificado como “Sicário”.
- A decisão do STF aponta a existência de uma “milícia privada” para intimidar opositores, com base nos indícios reunidos.
A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira Daniel Vorcaro, apontado como líder de um esquema de phishing que visava dados sigilosos de órgãos públicos. A operação também cumpriu mandados relacionados a outros investigados, entre eles o cunhado de Vorcaro e um policial federal aposentado. O alvo principal incluía sistemas da PF, do Ministério Público Federal e até da Interpol, segundo as apurações iniciais.
De acordo com as investigações, a gangue se infiltrou em sistemas restritos por meio de golpes digitais. Em especial, houve uso de phishing para obter senhas de servidores do Ministério Público Federal e da PGR, apresentando telas falsas de troca de senha para funcionários.
As apurações apontam a participação de funcionários do Banco Central. Dois servidores foram afastados de suas funções: Belline Santana e Paulo Sérgio Souza, conforme informações oficiais até o momento.
Na decisão que autorizou a prisão, o relator do caso no STF, ministro André Mendonça, descreveu indícios que vão além de crimes financeiros. Há menções a uma possível milícia privada destinada a intimidar adversários, conforme a decisão divulgada pela Justiça.
Foram presos também o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, visto como operador financeiro do grupo, além do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva e de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”.
Segundo apuração, o grupo utilizava diferentes vias para acessar redes sensíveis e ameaçar opositores, formando um aparato com potencial para danos a investigações oficiais. A Polícia Federal continua o levantamento de provas e coleta de informações com o objetivo de esclarecer a extensão do esquema.
O caso ganhou repercussão após revelar que Vorcaro gerenciava operações que incluíam monitoramento de adversários e possíveis tentativas de obstrução de investigações. A defesa de Vorcaro nega as acusações e afirma que ele não tentou obstruir o trabalho da justiça; o cunhado dele também negou envolvimento direto.
A investigação envolve ainda relatos de ex-funcionários públicos e indicações de contatos com redes criminosas que atuavam para dificultar apurações. As autoridades não criticam ou endossam posições políticas na divulgação de dados, mantendo o foco nos fatos apresentados pela investigação.
Para quem acompanha o caso, a prisão de Vorcaro, de seus associados e a movimentação no Banco Central sinalizam uma operação de maior envergadura. Novas informações devem ser divulgadas pela Justiça conforme os desdobramentos ocorram nos próximos dias.
Entre na conversa da comunidade