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PF precisa reforçar segurança de Mendonça, dizem senadores

Senadores solicitam reforço de segurança da PF para o ministro André Mendonça, relator da Compliance Zero, em meio a ameaças associadas ao esquema investigado

PF precisa reforçar segurança de Mendonça, dizem senadores
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  • A Polícia Federal recebeu pedido de reforço na segurança do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, feito pelos senadores Magno Malta e Eduardo Girão.
  • O motivo é que Mendonça atua como relator da Operação Compliance Zero, que apura esquema de fraudes no sistema financeiro.
  • Os parlamentares afirmam que o grupo investigado manteria estrutura para monitorar e intimidar adversários, justificando proteção adicional.
  • A terceira fase da operação incluiu quatro prisões preventivas e quinze mandados de busca e apreensão; entre os alvos está o empresário Daniel Vorcaro.
  • Também houve afastamento de dois servidores do Banco Central por decisão do ministro Mendonça, e a PF continua a atuar com cooperação técnica do BC.

A Polícia Federal recebeu pedido de reforço na segurança do ministro André Mendonça, do STF. A solicitação partiu dos senadores Magno Malta e Eduardo Girão, que atuam como signatários do pedido, em razão da Operação Compliance Zero.

Os parlamentares encaminharam o ofício ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, expressando preocupação com a proteção do magistrado. Eles apontam a dimensão do esquema investigado e a figura do empresário Daniel Vorcaro como justificativas para medidas adicionais.

Segundo os senadores, o grupo investigado manteria estrutura para monitorar e intimidar adversários. A defesa institucional, segundo eles, exige atenção das autoridades.

Investigações e desdobramentos

Na mesma semana, a PF confirmou avanços na investigação, que envolve fraude e corrupção no sistema financeiro. A terceira fase da operação contemplou quatro prisões preventivas e 15 mandados de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais.

Entre os alvos está o empresário Daniel Vorcaro, apontado como envolvido no esquema. Também há atuação de servidores ligados ao Banco Central, que colaboram tecnicamente com as apurações.

De acordo com as apurações, a organização investigada buscaria impedir ou dificultar a responsabilização por fraudes de grande impacto. O material recolhido inclui documentos e registros analisados com apoio técnico do BC.

O ministro Mendonça determinou o afastamento de dois servidores do BC durante o andamento do processo, decisão que pode impactar as medidas de segurança institucional. Os nomes são Paulo Sérgio Neves de Souza e Bellini Santana.

A Polícia Federal informou que a investigação segue em andamento, com cooperação do Banco Central. A Monitoria do grupo é uma linha de apuração relevante para o desfecho das acusações envolvendo o sistema financeiro.

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