- Daniel Vorcaro, banqueiro, e o cunhado Fabiano Zettel foram transferidos na manhã desta quinta-feira para a Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo, a duzentos quilômetros de Guarulhos? (corrigir: 150 quilômetros) — após ficarem no Centro de Detenção Provisória de Guarulhos.
- A transferência ocorreu na sequência da terceira fase da operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investigava fraudes financeiras.
- Nesta etapa, houve a identificação de um esquema de monitoramento, coação e ameaça a desafetos de Vorcaro, além de invasões a sistemas sigilosos de informações de segurança pública e corrupção de servidores do Banco Central.
- Vorcaro e Zettel devem ficar em celas de isolamento antes de irem a um pavilhão comum, conforme o procedimento padrão; já saíram do CDP de Guarulhos trajados com uniformes do sistema prisional.
- A defesa de Vorcaro criticou a prisão, dizendo que ainda não teve acesso às provas e solicitou informações ao Supremo Tribunal Federal para assegurar o contraditório; a defesa de Zettel afirmou que ele está à disposição das autoridades.
Na manhã desta quinta-feira (5), o banqueiro Daniel Vorcaro e o cunhado Fabiano Zettel foram transferidos da prisão provisória de Guarulhos para a Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo. A mudança ocorreu após a prisão na terceira fase da operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga fraudes financeiras e ameaças a desafetos de Vorcaro.
Os dois, presos com mais duas pessoas, permaneceram na penitenciária guarulhense na noite anterior e foram levados em veículo adaptado da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) para a unidade no interior, a cerca de 150 quilômetros de Guarulhos. A transferência ocorreu sem divulgação de horário exato pela pasta.
Vorcaro e Zettel devem initially permanecer em celas de isolamento, como etapa de adaptação, antes de serem encaminhados a um pavilhão do regime fechado. A expectativa era de que a unidade inicialmente escolhida fosse Tremembé, mas o governo de São Paulo alterou o destino para Potim.
Defesa critica prisão
A defesa de Vorcaro solicitou à Polícia Federal dados sobre as mensagens mencionadas na investigação e sobre a existência de um grupo supostamente responsável por coagir testemunhas e jornalistas. Também pediu informações sobre invasões de sistemas públicos e pagamentos citados no inquérito.
Os advogados pleiteiam ainda a identificação de documentos que sustentem o bloqueio de R$ 2,2 bilhões atribuídos ao pai de Vorcaro, para assegurar o direito ao contraditório e à ampla defesa. Em nota, a defesa afirmou que Vorcaro tem colaborado com as autoridades e aguarda acesso pleno aos elementos do processo.
A defesa de Zettel reiterou que o empresário está à disposição das autoridades, mesmo sem acesso aos objetos de investigação. As informações sobre o andamento do caso devem orientar as próximas etapas das apurações.
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