- Daniel Vorcaro voltou à prisão nesta quarta-feira como mafioso clássico, segundo a investigação.
- Ele, junto aos Vorcaro e aderentes, controla mais de 150 empresas e lavava lucros de crimes financeiros em negócios variados.
- O grupo corrompia agentes públicos e se infiltrava nos Três Poderes; havia olheiros no Banco Central e acesso a sistemas sigilosos do Ministério Público e da Polícia Federal.
- Em grupo de Zap chamado “A Turma”, ele ordenava ações violentas, inclusive a simulação de um assalto ao jornalista Lauro Jardim.
- O inquérito mostra que a máfia de Vorcaro cresce com a instabilidade do Estado, causando constrangimento em gabinetes de Brasília e medo de explicações sobre suas relações.
Daniel Vorcaro voltou à prisão nesta quarta-feira, conforme apuração da reportagem, após avanços na investigação que o enquadra como líder de uma organização criminosa. Ele era, segundo investigadores, o ex-dono de uma empresa ligada ao esquema.
O núcleo da delinquência envolve o núcleo familiar Vorcaro, que, junto de aderentes, controla mais de 150 empresas. O grupo supostamente lavava recursos obtidos com crimes financeiros em negócios diversos e financiava ações ilícitas.
Foi apurada a formação de engrenagens para corromper agentes públicos, com infiltração em órgãos dos Três Poderes. Também houve pagamento de olheiros no Banco Central e acesso a sistemas sigilosos do Ministério Público e da Polícia Federal.
Em mensagens de um grupo de conversa conhecido como A Turma, Vorcaro supostamente orientava ações violentas contra quem o contrariasse. Entre os pedidos, houve a suposta encomenda para simular um assalto contra o jornalista Lauro Jardim, com instrução de causar danos físicos.
A apuração aponta que esse perfil de organização criminosa aparece em meio a um cenário de repercussões políticas em Brasília. A investigação levanta questionamentos sobre a relação entre poderes e grupos de atuação ilícita, somando à caracterização de um grupo com diversas cúmplices dissimulados.
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