- Justiça mantém a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e determina que ele seja encaminhado ao sistema prisional estadual após a audiência de custódia em São Paulo.
- Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, terá a mesma destinação e será levado ao Centro de Detenção Provisória 2, em Guarulhos.
- A decisão faz parte da terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga suposto esquema bilionário envolvendo venda de títulos de crédito falsos.
- As prisões ocorreram nesta quarta; os investigados não retornaram à Superintendência da Polícia Federal e seguiram direto para a Justiça Federal.
- Também foram autorizadas medidas como afastamentos de cargos públicos e bloqueio de bens, até o montante de até R$ 22 bilhões, para interromper movimentação de ativos relacionados ao grupo investigado.
A Justiça Federal em São Paulo manteve a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e determinou a transferência dele ao sistema prisional estadual após a audiência de custódia realizada nesta quarta-feira. Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, também terá a mesma destinação. Ambos serão encaminhados ao CDP 2 de Guarulhos, na Grande São Paulo.
A dupla foi presa na manhã desta quarta-feira durante a 3ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário envolvendo a venda de títulos de crédito falsos. A decisão judicial ocorreu após a custódia na capital paulista, com deslocamento em veículo não ostensivo.
A PF informou que o objetivo da operação é apurar crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa. Também foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e bloqueio de bens de até R$ 22 bilhões para interromper movimentação de ativos.
Além de Vorcaro e Zettel, cumpliciais da investigação incluíram o coordenador de segurança Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva. As medidas visam preservar valores potencialmente relacionados aos ilícitos apurados.
A defesa de Vorcaro informou que ele está à disposição das autoridades e negou obstrução à Justiça, afirmando que as mensagens ligadas aos fatos foram tiradas de contexto. Em nota, a assessoria do empresário reiterou o respeito ao trabalho da imprensa e ao devido processo legal.
Apesar de a prisão ter ocorrido em São Paulo, Vorcaro era aguardado para depor na CPI do Crime Organizado em Brasília. O ministro André Mendonça havia decidido tornar facultativa a ida dele à comissão, após questionamentos sobre a participação.
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