- Paul Quinn, 51, vai a julgamento acusado de dois estupros, tentativa de estrangulamento e agressão com a intenção de causar dano grave, ocorridos em Salford, em 19 de julho de 2003.
- Andrew Malkinson, que já cumpriu mais de dezessete anos na prisão, foi ligado ao crime por engano; o procurador afirma que houve uma grave injustiça.
- A vítima foi submetida a violência sexual grave e foi asfixiada até perder a consciência; o agressor era um estranho que seguiu a vítima até uma ribanceira perto de uma ponte de rodovia.
- Quinn foi identificado por testemunhas em dois momentos diferentes, mas o promotor sustenta que as identificações de Malkinson também foram falhas; o caso envolve falhas de identificação policial.
- Novos testes de DNA mostraram a presença de DNA de Quinn nas roupas e no corpo da vítima; o promotor afirma que não há explicação plausível alternativa.
Um homem ficou em julgamento acusado de duas agressões sexuais ocorridas em 2003, episódios que resultaram em uma das maiores falhas de justiça do Reino Unido. A defesa nega as acusações apresentadas contra ele.
O julgamento ocorre em Manchester, no crown court, com base em depoimentos de promotores que descrevem o crime em Salford, no dia 19 de julho de 2003. O caso envolve ainda a prisão injusta de Andrew Malkinson, que passou mais de 17 anos preso por um crime no qual não teve participação.
Paul Quinn, 51 anos, é acusado de dois estupros, uma tentativa de estrangulamento e uma agressão com a intenção de causar danos graves. Ele reside em Exeter e nega as acusações, afirmando ser inocente.
O promotor afirmou que a vítima foi submetida a violência sexual grave e a uma agressão que a deixou inconsciente. O agressor seria um estranho à vítima, que seguia a mulher até um aterro perto de uma ponte de autoestrada, momento em que o ataque teria começado.
Quinn é descrito como alguém que conhecia o local e pretendia manter a vítima fora da vista de veículos que passavam. Segundo a acusação, houve planejamento para retirar a vítima da área de visão.
A história de Malkinson começou a ganhar atenção quando dois policiais o ligaram ao caso, com base em um retrato falado. Na época, ele foi detido após ser identificado em Grimsby, ainda segundo o tribunal.
Testemunhas indicaram Malkinson em reconhecimentos biométricos realizados com base na imagem do agressor, após terem visto a suspeita suar intensamente. No entanto, as identificações foram contestadas pela defesa como imprecisas.
Novos testes de DNA apontaram a presença de DNA de Quinn nas roupas e no corpo da vítima, segundo o Ministério Público. Os investigadores afirmaram não haver outra explicação plausível para a presença do material genético.
O tribunal continua com as alegações, enquanto a defesa questiona a validade das identificações anteriores e a ligação entre Quinn e o local do ataque. A próxima etapa envolve a análise de provas adicionais e depoimentos.
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