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Marido violento condenado pelo assassinato da esposa que se jogou da ponte

Casal viveu violência doméstica; Glasgow condena marido pela morte de Kimberly Milne, que se suicidou ao pular de ponte após abuso contínuo

Lee Milne denied the charges but was found guilty following a trial.
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  • O Tribunal de Glasgow condenou Lee Milne, de 39 anos, pela homicídio culposo de Kimberly Milne, 28, em um caso considerado a primeira acusação desse tipo na Escócia.
  • Kimberly morreu após pular de uma ponte na via expressa em julho de 2023, depois de sofrer abuso doméstico durante o relacionamento.
  • O casal se conheceu em 2021, casou em 2022 e Kimberly relatou anos de violência; Milne foi considerado culpado por manter uma conduta abusiva prolongada.
  • Kimbery já havia relatado à polícia em 2022 ter sido estrangulada pelo marido, além de episódios de agressões descritos em depoimentos à corte.
  • Milne tem antecedentes por agressão, resistência à prisão e infrações de trânsito; ele permanecerá detido e deve ser sentenciado em 10 de abril.

Kimberly Milne, 28, morreu após saltar de uma ponte de via rápida na Escócia, em julho de 2023. O marido, Lee Milne, 39, de Dundee, foi condenado pela prática de homicídio culposo e por condução de conduta abusiva contra a esposa. O veredito ocorreu no High Court de Glasgow, em um caso inédito na região.

Segundo a acusação, o casal iniciou o relacionamento no fim de 2021, e Milne cometeu abusos desde cedo, até a morte de Kimberly. Eles se casaram em 2022, e a vítima sofreu abusos ao longo de 18 meses até o falecimento. Milne também foi considerado culpado de um curso de conduta abusiva.

Antes de morrer, Kimberly relatou à polícia episódios em 2022 em que Milne a asfixiou e invadiu sua privacidade ao vasculhar o celular. Ela descreveu violência física, xingamentos e tentativas de agressão seguidas de pedidos de desculpas.

Em depoimentos, Kimberly contou que foi puxada pelo cabelo durante uma agressão e que, em outra ocasião, Milne a empurrou com força contra a parede da cozinha. Ela também relatou temer por sua segurança, chegando a dormir com uma faca.

Milne argumentou que não era responsável pela morte, atribuindo o que ocorreu a questões de saúde mental da vítima. O casal havia registros de outras contestações, e Kimberly havia feito tentativas de suicídio anteriores.

Ao comentar o veredicto, o procurador Alex Prentice KC destacou o impacto da morte de Kimberly sobre a família e a gravidade dos crimes. Milne permanece detido; a determinação de sentença está marcada para 10 de abril.

O juiz Lady Drummond reforçou a gravidade dos crimes, observando dano significativo à família enlutada. O caso é considerado a primeira acusação desse tipo na Escócia, com poucos precedentes similares no Reino Unido.

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