- O desembargador Dirceu dos Santos foi afastado do Tribunal de Justiça do Mato Grosso por determinação do CNJ.
- Santos movimentou R$ 14.618.546,99 em bens nos últimos cinco anos, conforme quebra de sigilos fiscal e bancário.
- A suspeita é de recebimento de vantagens indevidas; o CNJ investiga se houve intermediação de negócios com empresários e advogados.
- Em 2023, a diferença entre o aumento de patrimônio e os salários foi de R$ 1.913.478,48; diligências foram determinadas pela Corregedoria Nacional de Justiça com apoio da Polícia Federal para acessar arquivos digitais.
- O processo ainda não teve sentença, e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso foi procurado pelo UOL para posicionamento; o espaço permanece aberto.
O desembargador Dirceu dos Santos foi afastado do cargo no Tribunal de Justiça do Mato Grosso (TJ-MT) por ordem do CNJ, o Conselho Nacional de Justiça. A decisão ocorre no contexto de uma apuração sobre suposto recebimento de vantagens indevidas.
Santos movimentou 14.618.546,99 reais em bens nos últimos cinco anos, conforme dados que surgiram com a quebra de seus sigilos fiscal e bancário durante a investigação. A apuração aponta possível atuação em esquema envolvendo empresários e advogados.
Detalhes da investigação
Em 2023, houve uma diferença de 1.913.478,48 reais entre o aumento de patrimônio do magistrado e os salários recebidos. O corregedor nacional de justiça, Mauro Campbell Marques, ordenou diligências na sede do TJ-MT com apoio da Polícia Federal.
A ação envolve acesso a arquivos digitais e outras informações no âmbito do TJ-MT. Santos ainda não foi considerado culpado ou inocente em relação aos fatos investigados.
O UOL entrou em contato com o TJ-MT para solicitar o posicionamento do desembargador Dirceu dos Santos, mas o espaço para resposta permanece aberto.
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