- Sherry Xue Li, moradora de Oyster Bay, foi condenada a nove anos de prisão federal e à perda de US$ 31,5 milhões, além de imóveis, por participação em esquema financeiro.
- O esquema desviou mais de US$ 30 milhões de investidores estrangeiros e utilizou parte do dinheiro para campanhas políticas nos Estados Unidos.
- Li se declarou culpada, em julho, de conspiração para lavar dinheiro e de fraude ao obstruir a Comissão Federal de Eleições (FEC).
- Os investigadores disseram que Li e o co réu Lianbo Wang atraíam investidores, muitos deles da China, com promessas de visto de residência em troca de US$ 500 mil cada, para uso pessoal e em campanhas.
- Em uma operação, investidores pagaram US$ 93 mil cada para ter acesso a um evento de arrecadação com o então presidente Donald Trump em 2017, mas o dinheiro foi usado em doações ilegais de cerca de US$ 600 mil.
Sherry Xue Li, empresária de New York, foi condenada a nove anos de prisão federal por um esquema financeiro que desvia mais de US$ 30 milhões de investidores estrangeiros e repassa parte do dinheiro a campanhas políticas americanas, incluindo um financiamento ligado a Donald Trump.
A condenação também a obriga a devolver US$ 31,5 milhões, além de bens localizados em três propriedades, e a reparar as vítimas. Li, 54 anos, mora em Oyster Bay e estava detida desde sua prisão em 2022; declarou-se culpada em julho de acusação de conspiração de lavagem de dinheiro e conspiração para fraude ao obstruir a FEC.
O co acusado Lianbo Wang também se declarou culpado e recebeu pena de cinco anos. Segundo o Ministério Público, os réus atraíam investidores, muitos chineses, para investir US$ 500 mil em um projeto fictício, com promessa de residência permanente nos EUA.
Em vez disso, o dinheiro era usado para despesas pessoais, como vestuário, joias, moradia, viagens e refeições de alto padrão. Os investigadores dizem que Li e Wang também vendiam acesso a políticos norte-americanos e usavam os recursos para doações ilegais a campanhas e comitês.
Em uma operação, investidores pagaram US$ 93 mil cada para entrar em um evento de arrecadação de Trump em 2017, mas o dinheiro foi usado para doações ilegais de US$ 600 mil ao comitê organizador. Li chegou a posar com Trump e Melania e usou a foto para angariar doações para o projeto fictício.
As campanhas e comitês não tinham ciência do esquema, segundo a Justiça, e não houve acusações de conduta criminosa contra eles. O caso é apresentado como exemplo de fraude com fins de obtenção de benefícios migratórios e financiamento político irregular.
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