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Tribunal determina que canto do fundador da Burgertory contra judeus incitou ódio

Tribunal de Victoria determina violação da Lei de Tolerância Racial e Religiosa por Hash Tayeh em Melbourne, após entoar “All Zionists are terrorists”, com retratação pública e doação a caridade

The Victorian civil and administrative tribunal ruled Hash Tayeh breached the Racial and Religious Tolerance Act when chanting the phrase last year.
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  • Hash Tayeh, fundador da Burgertory, foi considerado responsável por incitar ódio racial e religioso ao entoar “All Zionists are terrorists” em um comício pró-Palestina em Melbourne, no ano passado.
  • O Tribunal Civil e Administrativo de Victoria (Vcat) julgou violação da Lei de Tolerância à Raça e à Religião.
  • O juiz My Anh Tran apontou que, embora “zionista” possa ter vários sentidos, o uso de “todos” reforçou a associação com judeus e poderia incentivar o ódio.
  • Tayeh argumentou boa-fé e objetivo de protestar ações do regime israelense, mas o tribunal rejeitou a defesa.
  • O caso prevê audiência futura para decidir sanções, incluindo proibição de conduta semelhante, retratação pública e pagamento de 20 mil dólares a uma instituição de caridade indicada pela vítima.

Hash Tayeh, fundador da Burgertory, foi considerado responsável por vilipendiar pessoas judias ao cantar All Zionists are terrorists durante um comício pró-Palestina em Melbourne, segundo decisão do Victorian Civil and Administrative Tribunal (VCAT). A violação ocorreu em março do ano passado.

O caso foi movido por Menachem Vorchheimer, que alegou ter sido alvo de ataques raciais e religiosos. O tribunal analisou se a frase incentivou ódio contra judeus com base na raça ou na religião, durante o protesto.

O juiz My Anh Tran constatou que a palavra Zionists pode ter múltiplos significados, mas houve forte associação entre Zionistas e judeus na mente dos participantes comuns. Também afirmou que o uso da expressão com o determinante all aumentou essa associação.

Decisão e motivações

Tran verificou que o contexto do chamamento facilitou a incidência de ódio, e que a acusação de terrorismo tem potencial de ferir emocionalmente o público presente. A defesa de Tayeh alegou boa-fé e protesto contra ações do regime israelense após 7 de outubro de 2023, mas o juiz rejeitou esse argumento como suficiente para a defesa.

O tribunal considerou que o efeito natural do cântico público tende a intensificar o ódio dirigido aos judeus, mesmo sem intenção específica do réu. Além disso, entendeu que a presença de pregações antissemitas no evento contribuiu para a avaliação.

A vítima pediu que Tayeh seja impedido de repetir conduta semelhante, que haja reconhecimento público do veredito, pedido de desculpas e uma doação de 20 mil dólares a uma instituição de Vorchheimer. O VCAT marcou audiência futura para definir as sanções cabíveis.

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