- Padre Danilo César, da Paróquia São José em Campina Grande, é processado pela família de Preta Gil por falas consideradas preconceituosas sobre a religião da cantora.
- O processo, que envolve danos morais, pede indenização de R$ 370 mil e teve origem em comentário feito durante transmissão ao vivo, sete dias após a morte de Preta Gil.
- Preta Gil faleceu aos 50 anos devido a complicações de um câncer.
- O padre negou as acusações, afirmando que a fala ocorreu em contexto de culto interno e foi direcionada a uma comunidade específica, dentro do limite da liberdade religiosa.
- Ele disse que não houve intenção de atingir pessoas de outras religiões nem de incentivar desrespeito a quem possui outra fé.
O padre Danilo César, da Paróquia São José, em Campina Grande (Paraíba), é alvo de uma ação movida pela família de Preta Gil por supostas falas preconceituosas envolvendo a religião da cantora. O processo tramita na Justiça após uma fala transmitida ao vivo pelo YouTube, sete dias após a morte de Preta Gil, aos 50 anos, em decorrência de câncer.
A família da cantora, representada por Gilberto Gil, Flora, Francisco e demais familiares, pede indenização de 370 mil reais por danos morais. A defesa entende que houve violação à liberdade de expressão e que a fala extrapolou limites, segundo reportagem de veículo de imprensa. O vídeo da transmissão foi retirado do ar.
Defesa do padre
Segundo a defesa, o padre negou as acusações e afirmou, ao se manifestar na Justiça, ser necessário considerar o contexto da fala. Danilo César disse ter se expressado em um culto interno e ter como alvo uma comunidade específica. Alega que não buscou atingir pessoas de outras religiões e que sua crítica teve natureza teológica, dentro do exercício da fé católica.
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