- Pelo menos 10 agentes do FBI ligados ao caso de documentos de Trump foram dispensados, segundo relatos.
- as dispensas ocorrem após revelações de que o FBI solicitou registros de telefone de Kash Patel e Susie Wiles antes de Trump retornar ao poder.
- Kash Patel, atual diretor do FBI, criticou a agência, alegando abuso de poder e overreach do governo Biden.
- o inquérito é liderado pelo ex-procurador-geral adjunto Jack Smith, que investigava a possível retenção de documentos classificados por Trump.
- em 2023 Smith anunciou acusações, mas os casos foram abandonados após Trump vencer as eleições de 2024; juiz federal bloqueou a publicação de parte do relatório.
O FBI demitiu pelo menos 10 agentes ligados a uma investigação sobre Donald Trump, segundo relatos de veículos norte-americanos. As demissões ocorreram após surgirem informações de que a agência requisitou registros pessoais de Kash Patel, atual diretor do FBI, e de Susie Wiles, chefe de gabinete da Casa Branca, anos antes de Trump retornar ao cargo. A divulgação veio durante apuração conduzida pelo ex-procurador-geral adjunto Jack Smith.
Segundo as reportagens, as solicitações de registros de chamadas telefônicas de Patel e Wiles ocorreram no período anterior à volta de Trump à Casa Branca. A agência não comentou de imediato, e Patel criticou publicamente a prática, defendendo que houve excesso e ocultação de informações durante o processo, ainda que sem detalhar consequências para a direção.
Smith, que liderou a investigação federal sobre o uso de documentos classificados encontrados em Mar-a-Lago, informou que confiava que as conclusões poderiam ter resultado em acusações criminais se o então presidente não tivesse vencido a eleição de 2024. As acusações iniciais foram retiradas após a vitória eleitoral de Trump, citando políticas do Departamento de Justiça.
Contexto da investigação
A apuração federal investiga a retenção de documentos confidenciais após o término do mandato de Trump e suposto plano para contestar a eleição de 2020. Smith e a equipe chegaram a apresentar acusações em 2023, que foram retiradas em 2024 após a vitória de Trump e a posse no Senado.
Em relatório que motivou novas atenções, a Reuters apontou que o FBI requisitou mensagens telefônicas de Patel e Wiles durante o governo Biden. Até o momento, o FBI não respondeu aos pedidos de comentário sobre as demissões.
Paralelamente, Patel já havia sido apontado como peça-chave na investigação anterior. Ele foi chamado a depor diante de um grande júri em Washington, em 2022, e recebeu imunidade limitada para seus depoimentos.
Em setembro do ano passado, o FBI também enfrentou ações judiciais de ex-funcionários que alegaram demissão injusta após investigações envolvendo Trump. Em novembro, outra demissão ocorreu após relatos da imprensa sobre o uso de avião do governo para fins pessoais por parte de um alto funcionária.
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