- O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira, afirmou haver suspeita de que a empresa dos irmãos do ministro Dias Toffoli tenha sido usada para lavar dinheiro ligado a um suposto esquema envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro.
- A comissão aprovou a convocação de José Eugênio e José Carlos Dias Toffoli e a quebra de sigilo da Maridt Participações, com a linha de investigação apontando para uso da empresa como mecanismo financeiro ilícito.
- A Maridt detinha cotas de um resort no interior do Paraná vendidas a um fundo de investimentos de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.
- O ministro André Mendonça decidiu que os irmãos não precisam comparecer à CPI, argumentando que eles foram chamados na condição de investigados e a presença é facultativa.
- A CPI também busca esclarecer relações da Maridt com a gestora de fundos Reag e avaliar possíveis ligações com redes criminosas, incluindo possíveis corrupção em órgãos de fiscalização e, eventualmente, no Judiciário.
O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira, afirmou que há indícios de que a empresa dos irmãos do ministro Dias Toffoli, do STF, tenha sido usada para lavar recursos de um esquema envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro. A afirmação ocorreu após a CPI aprovar a convocação de José Eugênio e José Carlos Toffoli e a quebra de sigilo da Maridt Participações.
A linha de investigação aponta para a utilização da empresa como mecanismo financeiro para ocultar recursos ilícitos. A Maridt detinha cotas de um resort no interior do Paraná, vendidas a um fundo de investimentos do cunhado de Vorcaro, o pastor Fabiano Zettel. Vieira explicou que a hipótese é de lavagem de dinheiro associada ao grupo ligado ao Banco Master.
A CPI também analisa relações entre a Maridt e a gestora de fundos Reag, apontada como ligada à instituição e mencionada em outras investigações de crime organizado. O objetivo é entender possíveis rotas de lavagem e infiltração de recursos no poder público, além de eventual ligação com órgãos de fiscalização e, possivelmente, o Judiciário.
Desdobramentos na ordem institucional
O avanço da comissão ocorre com a análise de dados financeiros e documentos obtidos pela quebra de sigilos, visando mapear fluxos de recursos e vínculos entre empresas privadas e agentes públicos. Enquanto isso, o ministro André Mendonça decidiu que os irmãos de Toffoli não precisam comparecer à CPI, pela defesa, que os chamou de investigados e afirmou ter proporcionado salvo-conduto.
Vieira afirmou que a apuração pode alcançar diferentes esferas do poder público, incluindo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e outras unidades de fiscalização. A avaliação aponta para eventual corrupção associada ao funcionamento do Banco Master e às atividades de suas parceiras.
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