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Jovem de 20 anos testemunha em julgamento nos EUA sobre danos das redes sociais

Primeiro testemunho em processo nos EUA acusa Meta e YouTube de design viciante; vítima diz ter começado antes dos dez e desenvolvido depressão

Supporters of KGM outside court in Los Angeles on Wednesday.
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  • Testemunha conhecida como KGM, hoje com 20 anos, fará o testemunho no tribunal de Los Angeles sobre suposto design vicioso de plataformas como Meta (Instagram e Facebook) e YouTube.
  • A ação afirma que ela tornou-se viciada em redes sociais antes dos 10 anos, passando horas diárias online e desenvolvendo depressão, ansiedade e dismorfia corporal.
  • O caso é o primeiro de um grupo consolidado de ações contra as empresas, reunindo mais de 1.600 réus, entre famílias e escolas, com mais de 20 ações “bellwether” para prever tendências de veredicto.
  • TikTok e Snap chegaram a acordos com os demandantes antes do início do julgamento; termos não foram tornados públicos.
  • Meta e YouTube negam as acusações; defensores destacam que o objetivo não é o veredicto, e sim abrir espaço para debate sobre proteção de jovens online.

KGM, de 20 anos, testemunha nesta quarta-feira em um tribunal de Los Angeles. Ela acusa Meta, proprietária de Instagram e Facebook, e YouTube de terem criado produtos com design viciado que afetaram sua saúde mental desde a infância. O caso faz parte de uma ação coletiva que envolve mais de 1.600 réus.

A jovem afirma que começou a usar as redes antes dos 10 anos e passava horas diariamente navegando por fotos e vídeos. Segundo documentos do processo, isso desencadeou depressão, ansiedade e distúrbios de imagem ao longo dos anos. A mãe da testemunha tentou bloquear o acesso, sem sucesso.

O depoimento de KGM marca o início de uma fase de provas em um conjunto de ações ampliado, com mais de 20 casos “bellwether” para indicar possíveis vereditos e precedentes. Além de Meta e YouTube, TikTok e Snap foram inicialmente citados, mas fecharam acordos com as partes antes do julgamento.

A ação sustenta que o uso constante das plataformas decorre de “design viciante” e de notificações incessantes. As defesas negam conduta indevida, afirmando que a empresa busca oferecer experiências seguras para jovens. Meta diz que as ações misportrayam a empresa, enquanto a YouTube ressalta o compromisso com uma experiência mais segura.

Antes do depoimento, líderes youth e defensores da segurança online realizaram uma coletiva. Eles destacaram a importância do processo como referência para políticas públicas e proteção de menores na internet, segundo relatos de veículos de imprensa.

Ao longo do debate, a defesa de KGM apresentará argumentos para sustentar o vínculo entre uso excessivo das redes e danos psicológicos, com o objetivo de demonstrar responsabilidade das companhias. As partes devem apresentar seus argumentos adicionais nas próximas etapas do julgamento.

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