- Neil Simpson, de sessenta e um anos, recebeu oito anos de prisão pela tentativa de exportar cento e um répteis australianos para Hong Kong, Romênia, Coreia do Sul e Sri Lanka.
- Os animais foram enviados ocultos em sacos de pipoca, latas de biscoito e bolsas femininas, sendo interceptados logo após a remessa.
- Investigadores encontraram várias centenas de répteis adicionais na residência de Simpson; mais três membros do esquema foram condenados.
- A pena recorde ressalta que a exportação ilegal de fauna nativa não será tolerada; a legislação australiana prevê até dez anos de prisão por infração.
- Autoridades destacam que o combate ao tráfico de animais silvestres tem se intensificado com melhorias na fiscalização em aeroportos e centros de envio.
O australiano Neil Simpson foi condenado a oito anos de prisão por tentar exportar 101 répteis australianos para Hong Kong, Romênia, Coreia do Sul e Sri Lanka. A decisão aconteceu na Justiça Distrital de New South Wales, em 13 de fevereiro. Os animais estavam embutidos em sacos de pipoca, latas de biscoito e bolsas femininas, enviados por correio. A operação resultou na apreensão de centenas de animais adicionais na casa de Simpson.
Segundo a Justiça, Simpson contou com a participação de outras pessoas para despachar 15 encomendas entre 2018 e 2023. Três outros integrantes do esquema já foram condenados por seus papéis na contravenção. Os répteis apreendidos incluem lagartos e espécies de lagartixas diversas, todos protegidos por leis australianas.
Paralelamente, autoridades reforçam que a exportação ilegal de fauna nativa pode render até 10 anos de prisão por crime. A DCCEEW ressaltou que a sentença recorde envia mensagem firme de intolerância a crimes contra a wildlife. Fontes oficiais destacam que as ações de fiscalização aumentaram nos aeroportos e centros de envio.
Entre as espécies envolvidas estão lagartos de várias espécies, como Tiliqua occipitalis, Tiliqua rugosa, Tiliqua multifasciata e Eremiascincus fasciolatus. Todas são classificadas como espécimes nativos regulados e não podem ser comercializadas internacionalmente sem permissões adequadas.
A operação integra o esforço de combate ao tráfico de fauna no país. As autoridades destacam o uso de tecnologia de varredura em pontos de passagem e cooperação entre agências para interceptar pacotes antes de chegar aos compradores estrangeiros.
Especialistas destacam ainda o impacto no bem-estar animal: muitos animais chegam em embalagens inadequadas, sem alimento ou água. Instituições como o Taronga Zoo ressaltaram a necessidade de penas mais duras para desencorajar esse tipo de crime.
O cenário de tráfico de répteis é global, com mercados negros movimentando espécies exóticas e, em alguns casos, itens usados na medicina tradicional ou na moda de luxo. A Austrália tem regulamento rígido de exportação de fauna nativa há três décadas, para proteger suas espécies únicas.
Entre na conversa da comunidade