Em Alta NotíciasFutebolPolíticaBrasilEsportes

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Sociedade civil pede STF manter decisões contra supersalários Dino e Gilmar

Sociedade civil pede ao STF manter medidas contra supersalários, apontando impacto de cerca de R$ 20 bilhões e efetiva aplicação do teto de R$ 46,3 mil

Carta reúne manifestação de 20 entidades para manter restrições aos salários acima do teto constitucional nos Três Poderes. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)
0:00
Carregando...
0:00
  • Mobilização de vinte organizações da sociedade civil enviou carta ao STF defendendo as decisões de Flávio Dino e Gilmar Mendes contra supersalários no serviço público.
  • O documento aponta que pagamentos acima do teto constitucional de R$ 46,3 mil geram impacto bilionário e distorções na remuneração.
  • As entidades pedem que o plenário do STF confirme as medidas já adotadas e avance no combate a verbas acima do teto.
  • A carta destaca ações de Dino para resgatar a autoridade do teto e a decisão de Mendes que suspende verbas indenizatórias não previstas em lei para Judiciário e Ministério Público.
  • Há críticas ao Projeto de Lei 2.721/2021 e menção a avanços dos PLs 3.328/2025 e 3.401/2025, que visam restringir exceções e definir critérios para verbas indenizatórias.

Uma coalizão de 20 organizações da sociedade civil enviou nesta terça-feira uma carta ao STF defendendo as decisões dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes contra os supersalários no serviço público. O grupo destaca impacto bilionário e distorções no teto de R$ 46,3 mil, pedindo confirmação das medidas pelo plenário.

Os signatários apoiam principalmente a ação de Dino para resgatar a autoridade do teto e fechar os chamados penduricalhos. Também respaldam a vedação de pagamentos de verbas indenizatórias não previstas em lei, conforme decisão de Mendes para integrantes do Judiciário e do Ministério Público.

Segundo as entidades, as decisões marcam um marco para corrigir distorções históricas e frear privilégios no Estado. A mobilização é liderada pelo Movimento Pessoas à Frente, com apoio de Transparência Brasil, República.org, Movimento Brasil Competitivo, Livres e Transparência Internacional – Brasil, entre outros.

A carta aponta que os supersalários corroem a confiança pública e agravam desigualdades no funcionalismo. Dados citados indicam que, em um ano, o valor excedente ao teto somou R$ 20 bilhões, concentrado em 1,34% dos servidores ativos e inativos.

Trechos do documento ressaltam que a atuação conjunta Executivo e Legislativo para criar norma regulatória é uma oportunidade histórica para regulamentar de forma efetiva o teto constitucional. O texto cita o papel do STF como decisivo nesse processo.

A íntegra da carta critica o Projeto de Lei 2.721/2021, que classifica como indenizatórias verbas de natureza remuneratória. Estudos citados indicam que 14 das 32 verbas previstas deveriam sofrer teto e tributação.

Magno Karl, do Livres, afirma que o STF pode afirmar que o teto é regra e não ponto de partida para dribles remuneratórios. A avaliação das entidades é de que esse entendimento fortaleceria a aplicação do teto.

Os signatários veem avanços nos projetos de lei 3.328/2025 e 3.401/2025, que propõem restringir exceções e definir critérios mais claros para verbas indenizatórias. Acreditam que as propostas atacam a raiz do problema ao impedir mascaramento de remunerações.

O grupo responsabiliza os Três Poderes pela continuidade dessas distorções, defendendo que as instituições decidem entre manter privilégios ou adotar regras constitucionais claras. O texto reforça a necessidade de mudanças concretas na gestão de recursos públicos.

Tatiana Ribeiro, da Brasil Competitivo, afirma que o respeito ao teto é parte de uma agenda de modernização do Estado. O movimento destaca que combater os supersalários aumenta governança e previsibilidade no serviço público.

Juliana Sakai, da Transparência Brasil, sustenta que o teto, hoje, é desrespeitado no Judiciário e no Ministério Público, caracterizando a prática como recorrente. A dirigente ressalta a necessidade de mudanças estruturais para saúde e educação pública.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais