Em Alta NotíciasFutebolPolíticaBrasilEsportes

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Magistrados punidos por acusações de crimes sexuais recebem salários turbinados

Magistrados punidos continuam recebendo salários acima do teto, com penduricalhos, mesmo após decisões do STF para suspender verbas não amparadas por lei

CNJ puniu com aposentadoria quatro magistrados por acusações envolvendo crimes sexuais
0:00
Carregando...
0:00
  • Magistrados punidos com aposentadoria compulsória continuam recebendo valores acima do teto constitucional de R$ 46,3 mil, somando salário proporcional ao tempo de serviço e penduricalhos (direitos eventuais, direitos pessoais e indenizações).
  • O STF ordenou a suspensão de verbas sem amparo em lei, em ações defendidas por Gilmar Mendes; decisão se soma a outra de Flávio Dino e será analisada pelo plenário.
  • Um dos casos de destaque é o do juiz Marcos Scalercio, que, mesmo com a punição, recebeu valores acima do teto em meses como fevereiro e dezembro de 2025, incluindo licença-prêmio indenizada.
  • O desembargador Hélio Maurício de Amorim, do Tribunal de Justiça de Goiás, teve remuneração líquida superior a 140 mil reais em um mês, após detalhes de penduricalhos acumulados desde 2017.
  • Em Mossoró, o juiz Orlan Donato Rocha, denunciado por assédio e afastado desde 2024, chegou a manter o auxílio-alimentação durante o afastamento; o CNJ discute quais verbas devem ou não ser suspensas.

Magistrados punidos pelo CNJ com aposentadoria compulsória continuam recebendo valores acima do teto de R$ 46,3 mil, devido a penduricalhos. Relatórios do CNJ, consultados pelo g1, mostram salários com direitos eventuais, pessoais e indenizações, mesmo sem exercício de função.

O STF ordenou suspensão de verbas não amparadas por lei, em decisões de Gilmar Mendes e Flávio Dino. O plenário da corte discute o tema, com impactos sobre a remuneração de Judiciário, MP e demais poderes. A falta de especificação preocupa órgãos de fiscalização.

Entre 2012 e 2025, magistrados punidos variam de juízes a desembargadores. Casos notórios incluem denúncias de assédio sexual, como o de Marcos Scalercio, e o de Hélio Maurício de Amorim, com pagamentos que excedem o teto mesmo sem trabalho ativo. Demais casos seguem sob investigação.

Penduricalhos e transparência

Penduricalhos englobam gratificações, indenizações e auxílios que não integram o salário fixo, usados para compensar gastos com a função. Em alguns meses, há pagamentos retroativos não detalhados. A falta de transparência gerou críticas de organizações que monitoram o Judiciário.

Casos de alto impacto financeiro

Um desembargador do TJ Goiás recebeu, em meses isolados, valores líquidos superiores a R$ 100 mil. Em 2025, um pagamento chegou a R$ 140 mil, acima de múltiplos tetos à época. A remuneração inclui salário mensal e itens adicionais, com descontos variáveis.

Ações judiciais e investigações

Entre as investigações em curso, o caso de Orlan Donato Rocha envolve denúncias de assédio no TRT da 5ª Região. Vítimas relataram constrangimentos e ações dentro do ambiente de trabalho. A Ação pode resultar em medidas penais ou administrativas.

Licenças e afastamentos

Em Mossoró, RN, Rocha recebeu auxílio-alimentação mesmo afastado, por mais de um ano, após pedido administrativo. O CNJ mudou o entendimento, mas decisões locais divergiram, mantendo pagamentos subsequentes. A controvérsia envolve direitos durante o afastamento cautelar.

Casos anteriores e valores acumulados

Casos como o do desembargador Carlos Prudêncio, de Santa Catarina, envolvem omissão em denúncia de exploração sexual de menor. Desde 2017, Prudêncio acumulou milhões em direitos eventuais e indenizações, com pagamentos acima de 100 mil mensais em vários períodos, até atingir valores próximos ao teto em momentos específicos.

Fonte: informações consolidadas pelo g1 a partir de dados do CNJ e de decisões do STF, STJ e tribunais envolvidos, com apuração sobre remunerações, penduricalhos e situações de afastamento.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais