- O STF formou maioria para rejeitar os embargos de sete militares condenados por participação na tentativa de golpe de Estado.
- O relator, Alexandre de Moraes, votou pela rejeição, acompanhado por Flávio Dino e Cristiano Zanin; falta o voto da ministra Cármen Lúcia, mas já há maioria para manter as condenações.
- O coronel Márcio Nunes de Resende Jr. não recorreu da condenação, que prevê 3 anos e 5 meses em regime aberto; em novembro, o STF absolveu o general Estevam Cais Theophilo.
- Os sete condenados foram identificados entre os oito inicialmente condenados em novembro de 2025, com a lista de nomes divulgada pela defesa.
- A Procuradoria-Geral da República sustenta que os “kids pretos” formaram o núcleo de ações táticas do grupo e esteve envolvido em planos violentos, incluindo suposto plano para matar autoridades como o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e Moraes.
O Supremo Tribunal Federal (STF), na Primeira Turma, formou maioria hoje para rejeitar os recursos de sete militares condenados por participação na trama golpista. A decisão mantém as condenações já proferidas, em Brasília.
A lista de réus inclui cinco oficiais de alta patente do Exército (seis tenentes-coronéis e dois coronéis) e um policial federal. Ronald Ferreira de Araújo Jr., Hélio Ferreira Lima, Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, Rodrigo Bezerra de Azevedo, Fabrício Moreira de Bastos, Bernardo Romão Corrêa Netto e Wladimir Matos Soares estão entre os condenados que apresentaram embargos de declaração.
O relator Alexandre de Moraes votou pela rejeição dos embargos, acompanhado por Flávio Dino e Cristiano Zanin. Ainda falta o voto da ministra Cármen Lúcia, mas já há maioria formada para manter as condenações.
Situação processual e próximos passos
Somente o coronel Márcio Nunes de Resende Jr. não recorreu da condenação, que teve pena de 3 anos e 5 meses em regime aberto. Em novembro, o tribunal também absolveu o general Estevam Cais Theophilo.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) sustenta que os chamados “kids pretos” protagonizaram as ações mais violentas do grupo. De acordo com a denúncia, eles integraram o núcleo de ações táticas e coercitivas da organização criminosa.
Riscos e desdobramentos da investigação
As investigações apontam ainda para o suposto plano do Núcleo 3 de matar autoridades. Segundo apurações, os militares teriam cogitado ceifar a vida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes.
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